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A mineradora apresentou dados operacionais do primeiro trimestre de 2024 e o mercado refez as contas sobre como será o desempenho financeiro da companhia, que ainda tem pedras no caminho — saiba se é hora de comprar ou vender
A Vale apresentou dados operacionais que fizeram os bancões correrem para reajustar as previsões para a mineradora. As ações VALE3 sobem mais de 1% nesta quarta-feira (17) como resultado da grata surpresa recebida pelo mercado.
A companhia apresentou ontem (16), após o fechamento do mercado, o relatório operacional do primeiro trimestre de 2024, que trouxe um desempenho melhor do que o esperado, impulsionado por embarques sólidos de minério de ferro no período mesmo em um trimestre sazonalmente mais fraco.
Por volta de 14h45, as ações da Vale subiam 1,50%, cotadas a R$ 62,36, e puxavam o bloco de siderurgia a mineração na bolsa. Acompanhe nossa cobertura ao vivo dos mercados.
A produção de cerca de 71 milhões de toneladas de minério de ferro da Vale no primeiro trimestre de 2024, representou uma alta de 6% ante o mesmo período de 2023 — e ficou 3% acima do esperado pelo Citi.
Os embarques de 64 milhões de toneladas — um aumento anual de 15% — também superaram a estimativa do banco norte-americano em 3%. Já o preço do minério de ferro realizado foi de US$ 101 por tonelada, ultrapassando a expectativa de US$ 97 por tonelada do Citi.
“A Vale superou o nosso modelo em todos os aspectos — é apenas um trimestre, mas ainda assim é um sinal encorajador de que o guidance pode agora ser considerado conservador”, diz o Citi em relatório.
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Por isso, o banco reviu as previsões de Ebitda para 10% acima do consenso (US$ 3,5 bilhões a US$ 3,9 bilhões) e espera que as ações da Vale tenham um desempenho superior.
A XP também precisou rever as projeções para a mineradora depois que os embarques de minério de ferro superaram a estimativa da corretora em 3% e os preços realizados da commodity vieram 2% acima da expectativa.
Com isso, a corretora elevou a estimativa para o Ebitda da Vale no primeiro trimestre de 2024 em 14%, para US$ 3,2 bilhões.
O Goldman Sachs espera que a mineradora apresente um Ebitda de US$ 3,5 bilhões no primeiro trimestre, acima da previsão inicial de US$ 3,4 bilhões, depois que a produção de minério e as vendas ficaram 4% acima das projeções do banco entre janeiro e março.
“O principal impulsionador do nosso Ebitda mais forte está relacionado a melhores preços de minério de ferro e níquel, além de ligeiramente melhores volumes de vendas, embora parcialmente compensados por volumes de vendas de níquel mais baixos”, disse o Goldman em relatório.
O Ebitda do Itaú BBA para a Vale é de US$ 3,6 bilhões, maior que os US$ 3,2 bilhões estimados anteriormente. Contribuiu para a nova perspectiva a realização de preços mais fortes.
“Mas observamos que isso ainda representa uma queda de 46% em relação ao trimestre anterior ou 2% na comparação anual”, afirmou o BBA em relatório.
O caminho da Vale, no entanto, ainda tem espinhos — e os bancões sabem disso.
O Itaú BBA, por exemplo, destaca como ponto negativo preço e volume realizados para as vendas de níquel e cobre comercializados da Vale — que apresentaram um desempenho mais fraco que o esperado pelo mercado.
“Ainda antecipamos um conjunto de resultados mais fraco, impactado por preços de minério de ferro realizados mais fracos sequencialmente, volumes mais baixos e custos mais altos”, disse o BBA.
Na avaliação da XP, as operações de níquel continuam sendo um ponto fraco da Vale, refletindo a contínua pressão sobre as perspectivas de preço da companhia e fraca produção — atingiu 39,5 mil toneladas no primeiro trimestre de 2024, queda de 4% ante o mesmo período de 2023.
Ainda que o cenário de hoje seja otimista, mas cauteloso, o Citi reiterou recomendação de compra para Vale, com preço-alvo de US$ 18,50 para o American Depositary Receipt (ADR) da mineradora — o que representa um potencial de valorização de 58,5% sobre o fechamento de terça-feira (16).
O Goldman Sachs também seguiu com a recomendação de compra para as ações, com preço-alvo para o ADR da Vale em US$ 16,2 — o que representa um potencial de alta de 38,8% ante o último fechamento.
O Itaú BBA também faz coro com os bancões gringos, com recomendação de compra e preço-alvo de US$ 14 para os ADRs, o que representa um potencial de valorização de 20% sobre o último fechamento.
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