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Tanto a Stone como o PagBank acumulam queda da ordem de 30% neste ano na bolsa
Após a queda recente, as ações das empresas de meios de pagamento e maquininhas de cartão merecem um crédito. Essa é a visão dos analistas da XP, que decidiram elevar a recomendação da Stone (STNE) para compra, mesma indicação que a corretora já tinha para o PagBank (PAGS).
Tanto a Stone como o PagBank acumulam queda da ordem de 30% neste ano na bolsa. Lembrando que as companhias são listadas em Nova York, mas possuem BDRs na B3, com os códigos STOC31 e PAGS34.
Apesar da concorrência intensa e das taxas de juros mais altas, as duas empresas de maquininhas mantiveram uma participação de mercado sólida entre pequenos comerciantes, de acordo com a XP.
Com isso, os múltiplos de P/L (lucro por ação) se tornaram mais atrativos para 2025 — 7,6x para Stone e 6,0x para PagBank. Esse indicador mede o quanto o mercado está disposto a pagar por uma empresa em relação a seus resultados — quanto menor o P/L, mais barata é considerada a ação.
A XP atualizou o preço-alvo para a Stone para US$ 15 — no fechamento de ontem, os papéis estavam em US$ 11,30, o que representa um potencial de alta de 33%. Para os analistas, a perspectiva de ganhos em novos produtos financeiros reforça a confiança no crescimento de longo prazo.
A favorita da XP, contudo, é o PagBank, com preço-alvo de US$ 12, principalmente pelo maior potencial de valorização de 45%, já que as ações encerraram ontem negociadas a US$ 8,29.
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Sobre a Stone, o relatório da XP aponta entre os motivos da revisão positiva a autorização do Banco Central para que a empresa se torne uma financeira. “A Stone passou a oferecer depósitos a prazo. Isso deve ajudar a empresa a reduzir o custo de funding e fortalecer a posição financeira para manter o sólido crescimento do crédito”.
O aumento das taxas de juros projetado para atingir 12%, aponta a XP, pode beneficiar a PagBank, que também deve ter um bom desempenho na oferta financeira, segundo a projeção da XP.
A a empresa quer que ao menos 45% da dívida seja revertida em ações, deixando os credores com até 70% das ações ordinárias, a R$ 0,40 por papel
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