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Os papéis da companhia caíram 1,47% e atingiram o menor valor do dia depois que a votação foi postergada junto com o stay period; confira a nova data e o novo horário
Já não é nem mais o caso de pedido de música no Fantástico — a Oi (OIBR3) postergou pela quarta vez a assembleia de credores desta quarta-feira (17) que votaria o plano de recuperação judicial. O mercado torceu o nariz para esse novo adiamento e as ações da empresa chegaram a tocar a mínima do dia na B3.
Diferente das outras vezes, os credores da Oi não precisarão esperar tanto tempo para a votação acontecer: eles voltam a se reunir amanhã, a partir das 14h.
Vale relembrar que o stay period — janela em que execuções de dívida estão suspensas — também foi estendido até a mesma data apesar do alerta da Justiça.
Na decisão que prorrogou a realização da última assembleia, a juíza em exercício Caroline Rossy Brandão Fonseca, da 7ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro, determinou que o stay period não seria prorrogado novamente.
Desde o início de março, já foram realizadas outras três assembleias com o objetivo de votar o novo plano de recuperação judicial da companhia, mas sem êxito.
As ações OIBR3 chegaram a tocar a mínima do notícia com a notícia do novo adiamento, a R$ 0,67, uma queda de 1,47%. Acompanhe nossa cobertura ao vivo dos mercados.
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A assembleia de credores da Oi foi adiada hoje com aprovação de 58,51% dos participantes após pedido feito por parte dos credores e aceito pela empresa.
Segundo o advogado Giuliano Colombo, que representa bondholders, a finalização do plano está próxima, mas ainda é necessário algumas horas de trabalho para essa conclusão.
"Os credores não têm condições de votar um plano sem que esteja finalizado, assim como a companhia, que precisa determinar com o que está se comprometendo", disse Colombo, acrescentando que as negociações evoluíram nas últimas semanas.
Não foi só o mercado de torceu o nariz para o quarto adiamento da assembleia de credores que votaria hoje o plano de recuperação judicial da Oi.
Preserva-Ação, Wald Advogados e K2, administradores do processo, cobraram que a postergação de hoje seja a derradeira — a assembleia de credores começou em 25 de março, passando para 26 de março, 10 de abril e 17 de abril.
O diretor jurídico da Oi, Thalles Paixão, disse que a necessidade de injeção de recursos na Oi é significativa e isso pressiona o cumprimento do cronograma.
"A companhia tem uma necessidade muito grande de liquidez, e o cronograma fica cada dia mais desafiador", afirmou.
O balanço da companhia foi aprovado sem ressalvas pela auditoria da KPMG; no entanto, houve o registro de uma “incerteza relevante relacionada com a continuidade operacional da companhia”.
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