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Empresa taiwanesa ampliou lucro em 36% no segundo trimestre e superou as expectativas, com forte demanda por chips
A última quarta-feira (17) foi um dia de sangria para as empresas relacionadas ao setor de chips e semicondutores, essenciais para o desenvolvimento da Inteligência Artificial (IA). Já hoje (18), há um respiro do segmento após o balanço da Taiwan Semiconductor Manufacturing (TSMC | B3: TSMC34 | NYSE: TSM)
A empresa taiuanesa teve alta significativa no lucro do segundo trimestre, justamente por causa da crescente demanda por seus chips avançados em meio ao entusiasmo com IA.
Assim, a maior fabricante de semicondutores do mundo registrou lucro de 247,85 bilhões de novos dólares taiwaneses (US$ 7,61 bilhões, nas cotações atuais) nos três meses até junho, valor 36% maior do que o de igual período do ano passado.
O resultado superou a expectativa de analistas consultados pela FactSet, que previam lucro de 235,12 bilhões de novos dólares taiwaneses no mesmo período.
No mesmo intervalo de tempo, a receita da TSMC aumentou 40% no segundo trimestre, a 673,51 bilhões de novos dólares taiwaneses.
Vale lembrar que a companhia tem a Nvidia e a Apple na sua carteira de clientes, produzindo cerca de 90% dos chips de alto desempenho do mundo.
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Para os analistas do Itaú BBA, a surpresa mais impressionante foram os aumentos nas margens. Em números, a TSMC reportou margem bruta de 53,2%, acima das estimativas de 52,6%, e margem operacional de 42,5% (também acima das estimativas de 41%).
Assim, para o próximo trimestre, a TSMC previu receita de US$ 22,4 bilhões a US$ 23,2 bilhões, com margem de lucro operacional entre 42,5% e 44,5%.
Eles ainda consideram que a produção da TSMC é um indicador chave de desempenho do setor de semicondutores como um todo — e uma possível projeção de queda na produção poderia significar um efeito dominó.
“Entendo que a TSMC segue sendo uma das principais oportunidades de investimentos para aqueles que querem ter uma parcela do seu portfólio exposto à tese de IA”, afirma Enzo Pacheco, analista da Empiricus.
“Suas ações são negociadas por menos de 28 vezes seus lucros futuros. Como comparação, duas de suas clientes — Nvidia e AMD — estão negociando acima das 40 vezes.”, explica, indicando que a empresa pode estar “barata” em relação à concorrência.
Um dos dados mais importantes analisados é a projeção do capex (isto é, gastos de capital) para o ano fiscal de 2024, que foi elevada, mantendo a perspectiva otimista para o setor.
Assim, o capex foi elevado da faixa entre US$ 28 bilhões e US$ 30 bilhões para US$ 30 bilhões e US$ 32 bilhões.
“A TSMC espera que ocorra, entre o ano que vem ou em 2026, a normalização da capacidade produtiva. Interpretamos isso como uma afirmação de que estamos agora no meio do ciclo”, explicam os analistas.
A recomendação do BTG é de compra, com preço-alvo de R$ 40. “Do ponto de vista de valuation, a Azzas está sendo negociada a cerca de 7x P/L para 2026, um nível significativamente descontado em relação aos pares do setor”, afirma o banco
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