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Camille Lima

Camille Lima

Jornalista formada pela Universidade Municipal de São Caetano do Sul (USCS), em 2025 foi eleita como uma das 50 jornalistas mais admiradas da imprensa de Economia, Negócios e Finanças do Brasil. Já passou pela redação do TradeMap. Hoje, é repórter de bancos e empresas no Seu Dinheiro. A cobertura atual é majoritariamente centrada no setor financeiro (bancos, instituições financeiras e gestoras), em companhias maiores listadas na B3 e no mercado de ações.

TRAGAM A COROA

Tchau, Itaú (ITUB4): Nubank (ROXO34) se torna o banco mais valioso da América Latina pela primeira vez em dois anos

Atualmente, o banco digital é avaliado em US$ 56,19 bilhões, equivalente a R$ 290,52 bilhões nas cotações atuais

Camille Lima
Camille Lima
24 de maio de 2024
17:24
Nubank desfilando por um tapete vermelho
Imagem: Montagem Brenda Silva

Depois de um “empate técnico” no início de abril, o Nubank (ROXO34) conseguiu superar o Itaú Unibanco (ITUB4) nesta sexta-feira (24) e reconquistar a coroa de banco mais valioso da América Latina pela primeira vez desde 2022. 

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Atualmente, o roxinho é avaliado em US$ 56,19 bilhões, equivalente a R$ 290,52 bilhões nas cotações atuais.

Por sua vez, o Itaú recebeu a medalha de prata no ranking de valor de mercado, com R$ 289,26 bilhões — isto é, uma diferença de apenas R$ 1,26 bilhão ou cerca de 0,4%.

A atual avaliação do banco digital é resultado da disparada das ações da fintech em Wall Street, que acumulam valorização de 42% em 2024 — bem acima do desempenho das instituições financeiras brasileiras na B3.

As ações do Itaú, por sua vez, acumulam leve desvalorização de 2% no ano, enquanto o Santander (SANB11) registra uma desvalorização da ordem de 13% desde janeiro e o Bradesco amarga baixas de 23% no mesmo período.

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Lembrando que o Nubank possui ações listadas na Bolsa de Nova York (Nyse) e recibos (BDRs) na B3, com o código ROXO34. Por aqui, os papéis do banco digital acumulam alta de 47% no ano.

Leia Também

O impulso do Nubank (ROXO34)

A troca na liderança do ranking já era esperada pelo BTG Pactual. “Com uma avaliação tão elevada e o ciclo positivo no Brasil, se o Nubank acelerar o seu crescimento e/ou fizer uma aquisição ou fusão (M&A), não é difícil acreditar que em breve se tornará o banco mais valioso da América Latina”, afirmaram os analistas, em relatório em abril. 

Os papéis do banco digital foram impulsionados por um conjunto de fatores, na visão do BTG. 

Entre eles, estão o forte resultado financeiro do Nubank, a percepção de melhora no ciclo de crédito local, a potencial inclusão dos papéis no índice MSCI no segundo semestre deste ano e as projeções de crescimento do banco digital no México.

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É importante destacar que essa não foi a primeira vez que o Nubank conquistou o título de banco mais valioso da América Latina.

Na primeira semana após a abertura de capital (IPO) em Wall Street, a fintech chegou a desbancar o Itaú Unibanco em valor de mercado antes da derrocada das ações em Nova York. 

“Com todo o barulho sobre o limite das taxas de cartão de crédito rotativo, a capitalização de mercado do Nubank quase atingiu o mínimo de US$ 15,4 bilhões em 16 de junho de 2022. Em retrospectiva, essa foi uma clara oportunidade de compra que perdemos”, reconheceram os analistas do BTG Pactual.

Mas é justamente a atual liderança do banco digital em valor de mercado que impede uma visão mais otimista do BTG Pactual para as ações do Nubank. Os analistas mantiveram recomendação “neutra” para os papéis NU devido ao patamar atual de valuation da fintech. 

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Por sua vez, o desempenho inferior do Itaú é um dos motivos para a avaliação positiva dos analistas para as ações ITUB4 — que atualmente possuem recomendação de “compra” pelo BTG.

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