Resiliência e preço baixo: para o Santander os shoppings centers no Brasil estão em liquidação – e está na hora de comprá-los
Santander destaca o setor de real estate como uma oportunidade de investimento resiliente mesmo diante de desafios macroeconômicos
Um ótimo setor para navegar em águas turbulentas. Assim é definido os investimentos em real estate no Brasil logo no início do relatório do Santander sobre os imóveis comerciais que geram receita com aluguel e vendas em espaços, especialmente os shoppings centers.
De acordo com o estudo, além de uma potencial aceleração na receita de aluguel e avaliações super descontadas, os shoppings brasileiros conseguem navegar de forma tranquila por possuírem três atributos principais.
São eles: a resiliência do setor independentemente do ambiente macroeconômico; os fortes balanços patrimoniais das empresas listadas e, consequentemente, o impacto de uma taxa Selic mais alta; e o fato de que os shoppings listados vêm ganhando participação de mercado das vendas totais de shoppings.
A visão positiva leva em conta que os shoppings listados na bolsa vêm ganhando participação de mercado sobre as vendas totais de shoppings no Brasil, o que reforça a importância de ativos dominantes e, consequentemente, ter maior poder de barganha com os varejistas na hora das negociações de contratos.
Neste sentido, o relatório chama a atenção para duas ações: Multiplan (MULT3) e Iguatemi (IGTI11).
A análise lembra os investidores de que as ações dos shoppings brasileiros caíram 26% no acumulado do ano, em média, representando um desempenho inferior de 17% em relação ao Ibovespa. Isso marca 2024 como outro ano de rebaixamento para ações de shopping, aponta o estudo.
Leia Também
Como consequência, o setor está mais uma vez sendo negociado em linha com os níveis em que foi negociado durante a pandemia e abaixo daqueles durante a última recessão, tanto em termos absolutos quanto em relação ao título indexado à inflação de 10 anos.
“No entanto, dados históricos indicam que os shoppings tendem a superar o Ibovespa durante períodos de alta inflação e altas taxas de juros, como o ambiente macro que provavelmente enfrentaremos nos próximos 12 meses”, afirmam os analistas.
Por todos estes motivos, o Santander mantém a preferência por operadores de shoppings de alta renda. “Após essa significativa destruição de valor, reiteramos nossa classificação de Outperform (o equivalente a compra) em todos os shoppings do Brasil sob nossa cobertura”.
Shopping Centers: quais as melhores opções, segundo o Santander
Sobre as administradoras de shoppings, o relatório aponta que os analistas reconhecem o desconto excessivo no valor da Iguatemi atualmente (de 7x em relação ao Preço/Fluxo de Caixa Operacional da empresa), ainda assim consideram as ações da Multiplan como favoritas.
“Acreditamos que as ações da Iguatemi podem permanecer sob pressão até a conclusão da aquisição do Pátio Paulista e Higienópolis estimada para março”, afirma.
A preferência do Santander pela Multiplan também se baseia na avaliação atrativa da ação em comparação aos níveis históricos, a resiliência impressionante dos lucros em ambientes macroeconômicos difíceis e um forte portfólio de shoppings dominantes, que ainda devem se beneficiar do impacto da remodelação no crescimento das vendas.
Para arrematar, o fato da exposição dos pontos às classes de renda A e B também conta como uma grande vantagem em um cenário de retração econômica, como o previsto para 2025.
Oi (OIBR3) não morreu, mas foi quase: a cronologia de um dos maiores desastres da bolsa em 2025
A reversão da falência evitou o adeus definitivo da Oi à bolsa, mas não poupou os investidores: em um ano marcado por decisões judiciais inéditas e crise de governança, as ações estão entre as maiores quedas de 2025
Cogna (COGN3), Cury (CURY3), Axia (AXIA3) e mais: o que levou as 10 ações mais valorizadas do Ibovespa em 2025 a ganhos de mais de 80%
Com alta de mais de 30% no Ibovespa no ano, há alguns papéis que cintilam ainda mais forte. Entre eles, estão empresas de educação, construção e energia
R$ 90 bilhões em dividendos, JCP e mais: quase 60 empresas fazem chover proventos às vésperas da taxação
Um levantamento do Seu Dinheiro mostrou que 56 empresas anunciaram algum tipo de provento para os investidores com a tributação batendo à porta. No total, foram R$ 91,82 bilhões anunciados desde o dia 1 deste mês até esta data
Braskem (BRKM5) é rebaixada mais uma vez: entenda a decisão da Fitch de cortar o rating da companhia para CC
Na avaliação da Fitch, a Braskem precisa manter o acesso a financiamento por meio de bancos ou mercados de capitais para evitar uma reestruturação
S&P retira ratings de crédito do BRB (BSLI3) em meio a incertezas sobre investigação do Banco Master
Movimento foi feito a pedido da própria instituição e se segue a outros rebaixamentos e retiradas de notas de crédito de agências de classificação de risco
Correios precisam de R$ 20 bilhões para fechar as contas, mas ainda faltam R$ 8 bilhões — e valor pode vir do Tesouro
Estatal assinou contrato de empréstimo de R$ 12 bilhões com cinco bancos, mas nova captação ainda não está em negociação, disse o presidente
Moura Dubeux (MDNE3) anuncia R$ 351 milhões em dividendos com pagamento em sete parcelas; veja como receber
Cerca de R$ 59 milhões serão pagos como dividendos intermediários e mais R$ 292 milhões serão distribuídos a título de dividendos intercalares
Tupy (TUPY3) convoca assembleia para discutir eleição de membros do Conselho em meio a críticas à indicação de ministro de Lula
Assembleia Geral Extraordinária debaterá mudanças no Estatuto Social da Tupy e eleição de membros dos conselhos de administração e fiscal
Fundadora da Rede Mulher Empreendedora, Ana Fontes já impactou mais de 15 milhões de pessoas — e agora quer conceder crédito
Rede Mulher Empreendedora (RME) completou 15 anos de atuação em 2025
Localiza (RENT3) e outras empresas anunciam aumento de capital e bonificação em ações, mas locadora lança mão de ações PN temporárias
Medidas antecipam retorno aos acionistas antes de entrada em vigor da tributação sobre dividendos; Localiza opta por caminho semelhante ao da Axia Energia, ex-Eletrobras
CVM inicia julgamento de ex-diretor do IRB (IRBR3) por rumor sobre investimento da Berkshire Hathaway
Processo surgiu a partir da divulgação da falsa informação de que empresa de Warren Buffett deteria participação na resseguradora após revelação de fraude no balanço
Caso Banco Master: Banco Central responde ao TCU sobre questionamento que aponta ‘precipitação’ em liquidar instituição
Tribunal havia dado 72 horas para a autarquia se manifestar por ter optado por intervenção em vez de soluções de mercado para o banco de Daniel Vorcaro
Com carne cara e maior produção, 2026 será o ano do frango, diz Santander; veja o que isso significa para as ações da JBS (JBSS32) e MBRF (MBRF3)
A oferta de frango está prestes a crescer, e o preço elevado da carne bovina impulsiona as vendas da ave
Smart Fit (SMFT3) lucrou 40% em 2025, e pode ir além em 2026; entenda a recomendação de compra do Itaú BBA
Itaú BBA vê geração de caixa elevada, controle de custos e potencial de crescimento em 2026; preço-alvo para SMFT3 é de R$ 33
CSN (CSNA3) terá modernização de usina em Volta Redonda ‘reembolsada’ pelo BNDES com linha de crédito de R$ 1,13 bilhão
Banco de fomento anunciou a aprovação de um empréstimo para a siderúrgica, que pagará por adequações feitas em fábrica da cidade fluminense
De dividendos a ações resgatáveis: as estratégias das empresas para driblar a tributação são seguras e legais?
Formatos criativos de remuneração ao acionista ganham força para 2026, mas podem entrar na mira tributária do governo
Grupo Toky (TOKY3) mexe no coração da dívida e busca virar o jogo em acordo com a SPX — mas o preço é a diluição
Acordo prevê conversão de debêntures em ações, travas para venda em bolsa e corte de até R$ 227 milhões em dívidas
O ano do Itaú (ITUB4), Bradesco (BBDC4), Banco do Brasil (BBAS3) e Santander (SANB11): como cada banco terminou 2025
Os balanços até setembro revelam trajetórias muito diferentes entre os gigantes do setor financeiro; saiba quem conseguiu navegar bem pelo cenário adverso — e quem ficou à deriva
A derrocada da Ambipar (AMBP3) em 2025: a história por trás da crise que derrubou uma das ações mais quentes da bolsa
Uma disparada histórica, compras controversas de ações, questionamentos da CVM e uma crise de liquidez que levou à recuperação judicial: veja a retrospectiva do ano da Ambipar
Embraer (EMBR3) ainda pode ir além: a aposta ‘silenciosa’ da fabricante de aviões em um mercado de 1,5 bilhão de pessoas
O BTG Pactual avalia que a Índia pode adicionar bilhões ao backlog — e ainda está fora do radar de muitos investidores