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Camille Lima

Camille Lima

Jornalista formada pela Universidade Municipal de São Caetano do Sul (USCS), em 2025 foi eleita como uma das 50 jornalistas mais admiradas da imprensa de Economia, Negócios e Finanças do Brasil. Já passou pela redação do TradeMap. Hoje, é repórter de bancos e empresas no Seu Dinheiro. A cobertura atual é majoritariamente centrada no setor financeiro (bancos, instituições financeiras e gestoras), em companhias maiores listadas na B3 e no mercado de ações.

ALOCAÇÃO DE CAPITAL

Pão de Açúcar (PCAR3) embolsa quase R$ 800 milhões com a venda do Éxito nos EUA e Colômbia; ações disparam 6% na B3

A companhia recebeu US$ 156,4 milhões pela fatia de 13,31% na rede de supermercados colombiana na OPA realizada pelo Grupo Calleja

Camille Lima
Camille Lima
24 de janeiro de 2024
8:52 - atualizado às 10:14
Fachada da sede do Grupo Pão de Açúcar
Fachada da sede do Grupo Pão de Açúcar. - Imagem: Divulgação

O Pão de Açúcar (PCAR3) deu mais um passo no plano de diminuir seu endividamento com a conclusão da venda da participação no Éxito.

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A companhia recebeu US$ 156,4 milhões (R$ 789 milhões) pela fatia de 13,31% que possuía na rede de supermercados colombiana.

O montante é resultado da oferta pública de aquisição (OPA) do Grupo Calleja pelas ações dos minoritários do Éxito — incluindo o GPA — nos Estados Unidos e Colômbia.

O valor veio em linha com o proposto inicialmente pelo Calleja para abocanhar a participação do GPA na rede colombiana, de US$ 0,9053 por ação.

Segundo o Pão de Açúcar, a conclusão da venda do Éxito “marca o estágio mais relevante do plano de venda de ativos ‘não core’”.

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As ações disparam na abertura do pregão desta quarta-feira (24). Os papéis PCAR3 começaram a sessão em alta de 6,16%, negociados a R$ 4,48, mas logo entraram em leilão.

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Por que o Pão de Açúcar (PCAR3) está vendendo seus ativos?

Basicamente, a intenção do Pão de Açúcar (PCAR3) de colocar à venda ativos como o Éxito é uma: a redução da alavancagem financeira da companhia.

Afinal, o GPA fechou o terceiro trimestre de 2023 com a relação dívida líquida sobre Ebitda  (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) no patamar de 2,5 vezes — e pretende diminuir ainda mais esse indicador.

A companhia ainda pretende melhorar a eficiência da alocação de capital, desfazendo-se de bens considerados não essenciais à estratégia da varejista.

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A empresa já embolsou R$ 1,5 bilhão em vendas de ativos desde o segundo trimestre de 2023, incluindo a do Éxito. 

Desse total, uma parcela de R$ 330 milhões é referente ao “sale and leaseback” de 11 lojas. 

Enquanto isso, a venda de um terreno situado na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, rendeu à empresa R$ 247 milhões.

Por sua vez, a venda de outros ativos considerados não essenciais totalizou R$ 52 milhões, enquanto a totalidade da participação na Cnova levantou R$ 53,5 milhões. 

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Apesar de já ter embolsado mais de um bilhão de reais, o Pão de Açúcar não quer parar por aí. De acordo com a empresa, a varejista segue em negociação para a conclusão da venda de outros ativos. 

O follow-on do Pão de Açúcar (PCAR3)

Além da reorganização de portfólio, o GPA aposta em uma oferta de ações bilionárias na bolsa de valores brasileira para reduzir seu nível de alavancagem.

Nesta semana, o Pão de Açúcar superou mais uma etapa necessária para a realização do follow-on anunciado em 2023, com a aprovação do aumento no limite do capital autorizado para até 800 milhões de ações ordinárias.

O aval dos acionistas era necessário para que o GPA pudesse emitir novas ações no âmbito da oferta na qual pretende levantar R$ 1 bilhão.

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