Como a guerra no Irã fez a Riachuelo (RIAA3) desistir de oferta de ações que ajudaria na expansão da companhia
Com planos de expansão no radar, varejista pausou captação de até R$ 400 milhões diante da volatilidade global e mantém foco em execução operacional e crescimento da financeira

Até a Riachuelo (RIAA3) está sentindo os impactos da guerra no Oriente Médio. A varejista de moda informou ao mercado, na noite de ontem (19), a suspensão dos estudos para a realização de uma oferta pública subsequente de ações (follow-on).
A decisão, segundo a companhia, reflete a instabilidade recente do cenário geopolítico e a volatilidade elevada nos mercados de capitais, que reduziram a visibilidade para operações desse tipo no curto prazo. Em fevereiro deste ano, a empresa havia confirmado que preparava uma operação que poderia levantar o valor inicial de R$ 400 milhões.
“A suspensão da potencial oferta não acarreta qualquer modificação no direcionamento de longo prazo da companhia, que permanece integralmente focada na execução de suas prioridades estratégicas, considerando a sua sólida estrutura financeira atual”, afirma a Riachuelo.
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Os recursos da captação teriam como destino iniciativas de expansão e fortalecimento operacional, incluindo aceleração da abertura e reforma de lojas, investimentos em centros de distribuição e na indústria, expansão das operações da Midway Financeira e reforço do capital de giro.
O que esperar da Riachuelo ao longo deste ano
Para 2026, a Riachuelo está com a expansão de lojas no radar, com uma expectativa de abrir entre 15 e 20 novas unidades. O CFO da companhia, Miguel Cafruni, recorda que, em 2024, houve a abertura de apenas uma Riachuelo, localizada em Cascavel, no Paraná. Já em 2025, foram oito inaugurações.
“Fizemos um estudo profundo, a nível Brasil, para identificar onde cabe uma Riachuelo. Vimos um potencial de 150 a 200 lojas. Isso numa ambição, não é para amanhã e não é para o próximo ano, mas é ao longo dessa transformação e dessa trajetória”, disse em entrevista ao Seu Dinheiro.
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Segundo o executivo, ainda há muito o que capturar e foco em aperfeiçoar o modelo operacional na fábrica, localizada no Rio Grande do Norte.
Do lado da financeira, o foco está em expandi-la cada vez mais para além do apoio ao consumo no varejo, buscando consolidá-la com outros produtos que eventualmente gerem até mais retorno do que o próprio consumer finance.
RESULTADO
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