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Empresa pretende usar os recursos para expandir o negócio de armazenamento; controladores se comprometeram a colocar dinheiro novo na oferta
A esperada oferta de ações da Boa Safra (SOJA3) finalmente sairá do papel. A companhia detalhou como será feito o procedimento em comunicado enviado à CVM na manhã desta quinta-feira (11).
A empresa de Marino Stafani Colpo e Camila Stefani Colpo Koch pretende emitir 11.494.250 novas ações ordinárias em uma oferta primária — cujos recursos vão para o caixa da companhia. Mas o número pode dobrar conforme a demanda do mercado.
Levando em conta as cotações de fechamento da última quarta-feira (10), a oferta tem potencial de levantar aproximadamente R$ 194 milhões. Com o lote adicional, o montante pode superar os R$ 388 milhões.
No anúncio anterior, os acionistas controladores já haviam se comprometido em abocanhar parte dos papéis na oferta.
As ações da Boa Safra fecharam o pregão anterior em queda de 2,87%, cotadas a R$ 16,90, refletindo os temores do mercado global envolvendo os juros nos Estados Unidos. No mês, os papéis SOJA3 caem 7,65%, mas sobem 4,12% no acumulado do ano.
Com esse montante, a companhia pretende usar os recursos para expandir o negócio de armazenamento por meio de Unidades de Beneficiamento de Sementes (UBS) e Centros de Distribuição (CD).
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Além disso, a Boa Safra quer aumentar a capacidade instalada total de sementes de soja por ano, tanto da empresa principal quanto das subsidiárias, além do tolling das operações.
Por fim, os coordenadores da oferta serão o BTG Pactual, a XP Investimentos, o Bradesco BBI e o Santander Brasil.
Segundo o plano da empresa, o período de subscrição prioritária começa nesta quinta-feira e se encerra na próxima quarta-feira (17). A definição do preço por ação acontece no dia seguinte (18). Veja o cronograma da oferta no comunicado oficial da empresa.
A Boa Safra (SOJA3) teve um lucro líquido de R$ 145,9 milhões no quarto trimestre de 2023, um aumento de 62,7% em relação ao mesmo período do ano anterior. Em 2023, o montante chegou a R$ 344 milhões, avanço de 96% na base anual.
O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado chegou a R$ 120 milhões, alta de 11,5% no comparativo com o último trimestre do ano anterior. No ano, o indicador subiu 33% em relação a 2022, para R$ 258,7 milhões.
Já a receita líquida da produtora de sementes cresceu 22% frente ao quarto trimestre de 2022, para R$ 842 milhões. No acumulado de 2023, a cifra chegou a R$ 2 bilhões.
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O balanço da companhia foi aprovado sem ressalvas pela auditoria da KPMG; no entanto, houve o registro de uma “incerteza relevante relacionada com a continuidade operacional da companhia”.
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