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Dados consensuais da Bloomberg apontam para uma expectativa de crescimento de 400% do lucros em comparação ao trimestre imediatamente anterior
Depois de surpreender os analistas do mercado com um balanço melhor do que as projeções no quarto trimestre de 2023, a Nvidia (BDR: NVDC34 / Nasdaq: NVDA) irá publicar uma nova safra de resultados nesta quarta-feira (22), após o fechamento dos mercados.
Ao mesmo tempo em que o mercado espera por números bastante sólidos, há quem diga que a Nvidia está sobrevalorizada. Inclusive, alguns analistas enxergam que ela é a protagonista de mais uma bolha no mercado financeiro.
Porém, nem todos concordam com isso. É o caso do Itaú, que publicou um relatório recentemente fazendo uma “dupla recomendação de compra” para a empresa de tecnologia. Também o Bank of America (BofA) acredita que há espaço para uma valorização ainda maior da Nvidia.
Veja alguns destaques do balanço anterior (4T23 x Expectativas):
Para o primeiro trimestre de 2024, as expectativas continuam bastante altas.
Dados consensuais da Bloomberg apontam para uma expectativa de crescimento de 400% do lucros em comparação ao trimestre imediatamente anterior. Já para as receitas, a expectativa é de um aumento de 242% para o mesmo intervalo de tempo.
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"Vemos espaço suficiente para a Nvidia divulgar uma receita do primeiro trimestre fiscal (que termina em abril) de aproximadamente US$ 26 bilhões”, afirmou Timothy Arcuri, analista do UBS, em uma nota aos clientes.
Só em 2024, as ações da Nvidia já subiram quase 90%, após uma disparada de mais de 200% em 2023. A empresa é considerada a espinha dorsal do desenvolvimento da Inteligência Artificial (IA), tanto no aspecto de hardwares — maquinário — quanto de softwares — programas.
Os produtos voltados ao segmento de Data Center, que totalizaram vendas de US$18,404 bilhões, número 409% maior que o último trimestre de 2023, foram o grande destaque do último balanço.
Esse setor se tornou a fonte de receita mais importante da Nvidia — tudo graças ao rápido aumento do interesse em inteligência artificial, impulsionado pela explosão de aplicativos de IA generativa — e deve continuar como protagonista no próximo balanço.
O aquecido mercado de IA é vasto e, apesar de a Nvidia ser destaque, a concorrência corre atrás do prejuízo para conquistar sua parcela de mercado.
A Intel está prestes a fechar acordo bilionário para a nova fábrica de chips, enquanto a da AMD e a Taiwan Semiconductors Manufacturing (TSMC), buscam crescer no setor com seus próprios chips de IA especializados — também para reduzir a dependência da Nvidia.
Gigantes como Amazon, Google, Meta, Microsoft e Tesla são apenas delas. Isso porque cada empresa tem necessidades específicas no ramo de IA e o desenvolvimento de produtos mais nichados aumenta a eficiência em comparação aos chips mais generalistas da Nvidia.
Essa não é a primeira crise da varejista do setor de casa e decoração, que já enfrentou pedido de falência, recuperação extrajudicial, renegociações de dívidas e diversas brigas entre os sócios.
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