O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
Apesar da virada na reta final, 2023 não foi um ano fácil para a varejista, que teve um prejuízo ajustado de R$ 550,1 milhões
Quando a seleção brasileira entrava em campo, o adversário já sabia que a vitória era quase uma missão impossível. Décadas se passaram e a camisa verde e amarela já não coloca mais medo nos rivais — o 7x1 que o diga. No varejo, uma outra amarelinha vem assustando a concorrência: o Mercado Livre (MELI34). Mas, no que depender do Magazine Luiza (MGLU3), o dia de jogar de igual para igual com o Meli está cada vez mais próximo.
O Magalu registrou lucro líquido ajustado de R$ 101,5 milhões no quarto trimestre de 2023, uma reversão do prejuízo de R$ 15,1 milhões registrados no mesmo período do ano anterior. O resultado ficou acima da projeção de R$ 40,5 milhões do mercado, de acordo com dados da Bloomberg.
Sem ajustes, o lucro líquido entre outubro e dezembro do ano passado somou R$ 212,2 milhões, uma reversão do prejuízo líquido de R$ 35,9 milhões de um ano antes.
Apesar da virada na reta final, 2023 não foi um ano fácil para a varejista, que teve um prejuízo ajustado de R$ 550,1 milhões, ante uma perda de R$ 372,1 milhões em 2022.
Após uma temporada dura, o Magazine Luiza anunciou um aumento de capital R$ 1,25 bilhão no caixa em um aumento de capital privado — a família Trajano assumiu o compromisso de colocar até R$ 1 bilhão na varejista e os R$ 250 milhões restantes contam com garantia firme do BTG Pactual (BPAC11).
Esse recurso bilionário não se reflete nos resultados do quarto trimestre de 2023 — já que foi anunciado posteriormente — mas, ao que parece, o Magalu está saindo da defesa para o ataque.
Leia Também
A torcida pelos resultados do Magalu compareceu em peso nesta segunda-feira (18) na B3: os papéis MGLU3 lideram as maiores altas do Ibovespa durante todo o dia e encerraram o pregão com alta de 7,65%, a R$ 2,11.
Os investidores aguardavam também pelos dados de vendas da varejista. As vendas totais do Magazine Luiza — que inclui as lojas físicas, o e-commerce com estoque próprio e as lojistas virtuais (marketplace) — atingiram R$ 18 bilhões, estáveis na comparação ano a ano. Em 2023, as vendas totais foram de R$ 63 bilhões, representando um crescimento de 5% quando comparado a 2022.
Nas lojas físicas, as vendas atingiram R$5 bilhões no trimestre, um aumento de 4% em comparação com o mesmo período do ano anterior, apesar da forte base de comparação com o período da Copa do Mundo em 2022. Em 2023, as vendas nas lojas totalizaram mais de R$17 bilhões, com crescimento de 4% em relação a 2022.
As vendas no comércio eletrônico totalizaram R$13 bilhões entre outubro e dezembro, mantendo-se praticamente estável em relação ao quarto trimestre de 2022, enquanto o mercado on-line brasileiro registrou uma redução de 10% no mesmo período (Neotrust). Em 2023, as vendas do e-commerce somaram R$ 46 bilhões, uma alta de 5% em base anual.
As vendas do marketplace superaram R$5 bilhões em um único trimestre, um crescimento de 10% comparado ao mesmo período do ano anterior. Em 2023, as vendas do marketplace chegaram a R$18 bilhões, o que representa um aumento de 17% quando comparadas a 2022 — consolidando-se como o segundo maior canal de vendas do Magazine Luiza, atingindo 30% das vendas totais da varejista.
Vale lembrar que esse desempenho foi alcançado depois de, no mês passado, Luiza Trajano dobrou a aposta nas lojas físicas. Na ocasião, a presidente do conselho de administração do Magalu, disse que as lojas físicas precisavam continuar, mas com uma “nova roupagem”.
“A loja precisa se reformular e se adaptar cada vez mais para ser uma operação multicanal. Ela não pode brigar com o meio digital, mas sim ser parceira dele, com total integração para o cliente”, afirmou.
A receita líquida do Magazine Luiza totalizou R$ 10,5 bilhões entre outubro e dezembro de 2023, o que representa uma queda de 5,5% em relação ao quarto trimestre de 2022. No ano, a receita somou R$ 36,7 bilhões, uma baixa de 1,2% quando comparada ao ano anterior.
O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização), por sua vez, foi de R$ 548,6 milhões no trimestre, um resultado 14,6% menor em termos anuais. Em 2023, totalizou R$ 870,5 milhões, uma queda de 55% ante 2022.
O Magalu aponta ainda que adaptou a operação para o cenário de prolongados juros altos e, com isso, conseguiu alcançar, no trimestre passado, a maior margem Ebitda ajustada (+7,2%) desde 2019.
Já geração de caixa operacional do Magalu foi de R$ 1,5 bilhão. O Magalu encerrou o ano com uma posição de caixa total de R$ 9,1 bilhões, aumentando em R$ 1 bilhão em relação ao fechamento de setembro de 2023.
O volume total de transações processadas (TPV) da fintech do Magazine Luiza atingiu R$ 27,2 bilhões no trimestre, com alta de 6% em base anual. Em 2023, o TPV processado foi de R$ 28,4 bilhões, um aumento de 23% em relação a 2022.
Um dos destaques foi o crescimento de 17% no volume de pagamentos para sellers e nas contas digitais MagaluPay.
Em cartão de crédito, o faturamento atingiu R$15,5 bilhões no trimestre, alta de 6,9% em base anual — com 7 milhões cartões de crédito emitidos e R$ 20,2 bilhões em carteira de crédito, uma redução de 1,6% em relação ao quarto trimestre de 2022.
Em dezembro de 2023, o MagaluPay, alcançou a marca de 11,9 milhões de contas digitais.
Destaque para a queda sequencial nas taxas de inadimplência — -3,1% e -9,7% no curto e longo prazos, respectivamente — e a retomada também no lucro líquido da Luizacred (R$ 18,2 milhões).
Joint venture de Cosan e Shell busca 90 dias de suspensão de pagamentos enquanto negocia reestruturação com bancos e investidores
A movimentação, que já havia sido antecipada ao mercado no mês passado, traz nomes de peso do setor financeiro para o colegiado
Analistas do Itaú BBA e do Citigroup reforçam a tese positiva para a mineradora após encontro com o CEO e o diretor de RI da companhia
No MRV Day, gestão contou os planos para acabar de vez com o peso da operação nos EUA. O objetivo é concentrar esforços no mercado brasileiro para impulsionar margens e retorno aos acionistas
Analistas dizem que o turnaround funcionou — mas o mercado já parece ter colocado essa melhora na conta; veja a tese
Banco revisa estimativas após resultados do 4º trimestre e mantém recomendação de compra para a fabricante brasileira de aeronaves
Cosan diz que modelo proposto não ataca o nó estrutural da Raízen e defende mudanças mais profundas na companhia de energia e combustíveis
Os objetivos do BRB são reforçar a estrutura de capital, fortalecer os indicadores patrimoniais e ampliar a capacidade de crescimento das operações
A rede varejista afirmou que ficam de fora dessas negociações os débitos com fornecedores, parceiros e clientes, bem como obrigações trabalhistas, que não serão afetadas
Apesar de bilionária, a cifra representa uma melhora de quase 40% em relação ao 4T24; veja os detaques do balanço
Direcional reportou lucro líquido de R$ 211 milhões em outubro e dezembro, alta de 28% na base anual, e atingiu ROE recorde de 44%; CEO Ricardo Gontijo atribui avanço à demanda resiliente e aos ajustes no Minha Casa Minha Vida
A moeda norte-americana terminou o pregão em baixa de 1,52%, a R$ 5,1641, menor valor de fechamento desde 27 de fevereiro
Alta da commodity reacende questionamentos sobre defasagem nos combustíveis e coloca em dúvida a estratégia da estatal para segurar os preços no Brasil; veja o que dizem os analistas
Modelo híbrido que combina atendimento físico e banco digital para aposentados do INSS chama a atenção de analistas; descubra qual a ação
Companhia chama credores e debenturistas para discutir extensão de prazos e possível waiver de alavancagem; entenda
Mesmo após melhorar as projeções para a Telefônica Brasil, banco diz que o preço da ação já reflete boa parte do cenário positivo e revela uma alternativa mais atraente
A Ipiranga não é apenas mais uma peça no portfólio da Ultrapar; é, de longe, o ativo que mais sustenta a geração de caixa do conglomerado.
O desafio de recolocar os negócios no prumo é ainda maior diante do desaquecimento do mercado de materiais de construção e dos juros altos, que elevaram bastante as despesas com empréstimos
Com foco em desalavancagem e novos projetos, as gigantes do setor lideram a preferência dos especialistas
Estatal vai pagar R$ 8,1 bilhões aos acionistas e sinalizou que pode distribuir ainda mais dinheiro se o caixa continuar cheio