Lucro ajustado da C&A (CEAB3) quase dobra e ações saltam 5% após balanço; o que analistas esperam da varejista?
Os investidores não olharam muito para o lucro líquido real no último trimestre de 2023, que recuou 20,8% em relação ao mesmo período de 2022, a R$ 168,7 milhões

As ações da C&A (CEAB3) dão um salto de mais de 5% nesta quinta-feira (29).
O mercado reage ao balanço trimestral da varejista, publicado na noite da última quarta-feira (28).
Os investidores não olharam muito para o lucro líquido do último trimestre de 2023, que recuou 20,8% em relação ao mesmo período de 2022, a R$ 168,7 milhões.
O que chamou a atenção foi o lucro ajustado — que exclui itens ou eventos extraordinários que possam influenciar no caixa da empresa, como a pandemia de covid-19 — com um crescimento de 98,2% no quarto trimestre de 2023, atingindo a marca de R$ 144,9 milhões.
- 4T23: Interpretar os números do balanço de uma empresa não é tarefa fácil. Por isso, os analistas da Empiricus vão “traduzir” todos aqueles dados para que você invista melhor e monte uma carteira mais rentável. Clique aqui para receber as análises do 4T23 em primeira mão GRATUITAMENTE.
O que dizem os analistas sobre C&A
Analistas do Itaú BBA afirmam que o aumento da receita e da lucratividade foram impulsionadas pela melhora na produtividade da loja e maior alavancagem operacional.
Além do Itaú, os analistas da Genial também concordam que o balanço veio bastante positivo, “com um forte crescimento de vestuário”, destacam, em relatório publicado após a apresentação dos resultados.
Leia Também
Ambas as casas de análise estipulam um preço-alvo de R$ 10 para a C&A, com a Genial recomendando a compra das ações.
Já os analistas do BTG mantém recomendação neutra, mas com o mesmo potencial de valorização observado pelas demais — pouco mais de 11% em relação ao fechamento de ontem.
“Apesar disso, a C&A (assim como outros varejistas de roupas mais expostos a consumidores de baixa/média renda) ainda deve enfrentar impactos macroeconômicos na renda de seus consumidores, menor poder para ajustar preços em comparação a varejistas mais expostos a consumidores de alta renda”, escrevem os analistas.
“Nossa classificação é Neutra (mas devemos atualizar nossos números em breve)”, concluem.
Com isso, os papeis CEAB3 subiam 5,12% por volta das 14h desta quinta-feira, cotados a R$ 9,45. No mesmo horário, o Ibovespa recuava 0,85%, aos 129.051 pontos.
C&A e um banho das lojas
“Acreditamos que uma combinação de melhores condições macroeconômicas somadas aos ganhos de produtividade vindos da implementação de um novo modelo de gestão eficiente deve continuar impulsionando o resultado operacional da companhia ao longo de 2024”, escrevem os analistas da Genial.
Eles destacam que o aumento no fluxo de lojas e o maior volume de vendas — que vem de uma boa aceitação das coleções — ajudaram no aumento da demanda nos últimos meses do ano passado.
Isso se reflete no aumento das vendas em mesmas lojas de vestuário (Same Store Sales, ou SSS), que cresceram 18,5% em relação ao quarto trimestre de 2022.
- VEJA TAMBÉM EM A DINHEIRISTA — Posso parar de pagar pensão alimentícia para filha que não vejo há quatro anos?
Saneamento das contas
Outro ponto de destaque foi a alavancagem financeira da C&A, que baixou de 3,9x para 1,5x a dívida líquida da varejista em comparação com o Ebitda ajustado pré-IFRS16 (uma regra fiscal que permitia a exclusão de contratos de arrendamento, como aluguel, por exemplo, mas que foi alterada em 2019).
Ao mesmo tempo, na divisão de financiamento ao consumo, as despesas de vendas e provisões foram menores do que o esperado.
O sólido desempenho do C&A Pay, com aumento da participação de 16% para 25% na comparação anual, também ajudaram nos números da varejista.
Contudo, os analistas do BTG destacam que há riscos ao expandir sua plataforma de crédito ao consumidor em um cenário de juros altos e, consequentemente, alta inadimplência.
Balanço da C&A
Lucro Líquido:
- Real: R$ 168,7 milhões (diminuição de 20,8% em relação ao 4T22)
- Ajustado: R$ 144,9 milhões (aumento de 98,2% em relação ao 4T22)
Receita:
- Varejo: R$ 2,2 bilhões (crescimento de 16,1% em relação ao 4T22)
Ebitda:
- Margem bruta de vestuário: 56,5% (expansão de 1,2 ponto percentual em relação ao 4T22)
- Margem Ebitda pós-IFRS16: 21,9% (expansão de 3,2 ponto percentual em relação ao 4T22)
Outros pontos importantes:
- Vendas das mesmas lojas de vestuário cresceram 18,5% em relação ao 4T22.
- Dívida líquida total diminuiu para 1,5x em comparação com o Ebitda ajustado pré-IFRS16.
PRÉVIA DOS BALANÇOS
Nem todo bancão vai sair ileso: o que esperar dos balanços de Itaú, Bradesco, Santander e Banco do Brasil no 3T26
20 de outubro de 2026 - 6:12CONTA EM ABERTO
Raízen (RAIZ4): recuperação extrajudicial avançou, mas credores estão longe de saber quanto vão recuperar no fim do processo, diz BB Investimentos
17 de outubro de 2026 - 15:02NOVA FASE
Tem ações da Braskem? Nova oferta da controladora permite venda dos papéis, mas nem todo acionista pode participar; entenda
17 de outubro de 2026 - 11:01FIQUE POR DENTRO
A noite na bolsa: os anúncios de Cosan (CSAN3), Rede D´Or (RDOR3), XP(XPBR31) e mais
16 de outubro de 2026 - 19:51APOSTA RENOVADA
O Itaú (ITUB4) quer mais energia: bancão injeta mais R$ 1,77 bilhão em subsidiária da Eneva (ENEV3)
16 de outubro de 2026 - 11:09FORA DE CIRCULAÇÃO
Banco Central decreta liquidação da cooperativa de crédito Credipaiva após “grave violação” de regras
16 de outubro de 2026 - 9:26MERCADO EM EXPANSÃO
Rival da B3 quer estrear em 2027 e promete reduzir custos e ampliar opções para quem investe em ações, ETFs e FIIs
15 de outubro de 2026 - 17:10DOS MIMOS ÀS PROTEÍNAS
Black Friday 60% maior: como o iFood quer provar de vez que não é mais um aplicativo de entregas de refeições
15 de outubro de 2026 - 16:35ATENÇÃO, INVESTIDOR
INBR32 dá adeus à B3: prazo para decidir o destino dos BDRs do Inter termina nesta sexta-feira; veja as opções
15 de outubro de 2026 - 10:50ESTRUTURAS INTACTAS
O negócio caiu, mas a ação subiu: por que a disparada dos distratos não assusta os investidores de Tenda (TEND3) e Cury (CURY3)
15 de outubro de 2026 - 6:06ATENÇÃO, ACIONISTA!
Dividendos e JCP: dona da Vivo (VIVT3) vai distribuir R$ 450 milhões em proventos; confira os prazos
14 de outubro de 2026 - 19:14EM MEIO À EUFORIA
O Bradesco saiu de moda na bolsa? O rali eleitoral tem seus queridinhos — e BBDC4 ficou de escanteio
14 de outubro de 2026 - 19:03PARA ALÉM DAS ACADEMIAS
Juros são o maior desafio da Smart Fit (SMFT3), segundo o CEO. Como a líder do setor fitness tem crescido nesse cenário?
14 de outubro de 2026 - 17:45SAÚDE NA BOLSA
Ações de saúde pegaram carona na eleição; agora, UBS BB revela o que pode vir pela frente para Rede D’Or, Hapvida e outras
13 de outubro de 2026 - 19:51DE QUE LADO VOCÊ ESTÁ?
Vencedores e vencidos pelos juros: o mapa do BTG para a sua carteira com a Selic menor
13 de outubro de 2026 - 19:21ESPAÇO PARA FATURAR BILHÕES
O jogo virou para o Magazine Luiza (MGLU3)? Itaú BBA eleva recomendação para compra com alívio nos juros e crise na Casas Bahia (BHIA3)
13 de outubro de 2026 - 12:45DESALAVANCAGEM EM FOCO
CSN (CSNA3) põe siderúrgica alemã à venda; negócio de R$ 3,1 bilhões vai resolver sua dor de cabeça bilionária?
12 de outubro de 2026 - 10:59ESTRATÉGIA DE EXPANSÃO
Bradseg quer crescer sem entrar na guerra de preços dos seguros, diz CEO; veja onde está a aposta da companhia
12 de outubro de 2026 - 10:03NA ERA DA IA
Seu próximo gerente pode ser uma IA: veja como Bradesco e Santander estão se preparando e se os apps de banco vão acabar
12 de outubro de 2026 - 7:02O QUE ESTÁ EM JOGO?