Lemann e sócios recalculam a rota: Americanas (AMER3) adia publicação do balanço após laudo de investigação independente
A publicação dos resultados ficou para o dia 14 de agosto, quando também serão divulgados os números do período até 30 de junho

A Americanas (AMER3) havia recebido o resultado da investigação independente de fraude na empresa na última terça-feira (16), confirmando o falseamento de informações no balanço da varejista. Não demorou muito para que os credores concluíssem que era necessário aderir ao plano de recuperação judicial da empresa visando a reestruturar os negócios.
A novidade foi que, na virada da noite de quarta-feira (17) para esta quinta-feira (18), a varejista — agora oficialmente em recuperação judicial — adiasse a publicação dos resultados referentes ao ano de 2023 e ao segundo trimestre de 2024, que estavam previstos para serem divulgados em 31 de julho. Confira o calendário completo de balanços aqui.
Dessa forma, a publicação dos resultados ficou para o dia 14 de agosto, quando também serão divulgados os números do período até 30 de junho, conforme previsto no calendário.
“A companhia esclarece que o adiamento visa a permitir que os seus auditores analisem o material apresentado, concluam os seus trabalhos e reavaliem a possibilidade de emitir opinião sobre as demonstrações financeiras e informações trimestrais da Americanas”, diz o comunicado.
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Relembre o caso Americanas (AMER3)
A Americanas protagoniza o maior escândalo da história do mercado de capitais no Brasil.
Em janeiro do ano passado, a varejista entrou com um pedido de recuperação judicial diante do agravamento da situação financeira da companhia.
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À época, a empresa comandada pelo famoso trio de empresários formado por Jorge Paulo Lemann, Beto Sicupira e Marcel Teles somava dívidas no valor de R$ 43 bilhões com bancos e fornecedores, além de questões trabalhistas.
Após adiar várias vezes seu balanço, foram confirmadas fraudes na casa das dezenas de bilhões de reais. Em relação a 2021, o “maior lucro da história” da Americanas converteu-se em um prejuízo líquido de R$ 6,237 bilhões.
E o prejuízo da varejista mais do que dobrou em 2022. A Americanas fechou aquele ano com R$ 12,912 bilhões no vermelho.
Já a fraude contábil foi estimada em R$ 25,2 bilhões, muito próximo do rombo calculado quando a Americanas admitiu que o episódio ia muito além de "inconsistências contábeis".
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