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Renan Sousa

Renan Sousa

É repórter do Seu Dinheiro. Formado em jornalismo na Universidade de São Paulo (ECA-USP) e já passou pela Editora Globo e SpaceMoney.

‘TRUMP TRADE’

Após vitória de Trump, Tesla de Elon Musk sobe 11% na bolsa de Nova York — e outras duas empresas do bilionário também podem ganhar com novo governo

Menção honrosa do lado do novo presidente, os papéis da Trump Media chegaram a saltar mais de 33% no pré-mercado em Nova York

Renan Sousa
Renan Sousa
6 de novembro de 2024
11:24 - atualizado às 12:09
Elon Musk e Donald Trump
Elon Musk e Donald Trump - Imagem: Montagem Seu Dinheiro

A vitória de Donald Trump na corrida pela Casa Branca chacoalhou os mercados na manhã desta quarta-feira (6). Mas quem pode ser considerado um dos grandes vencedores dessas eleições é o bilionário Elon Musk.

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Chamado de “gênio” por Trump no discurso em que reivindicou a vitória nas eleições presidenciais norte-americanas e cotado para fazer parte da a "Comissão de Eficiência do Governo", Musk apostou pesado na vitória do republicano.

Agora essa aposta começa a pagar o prêmio, ao menos para as empresas de Musk. No pré-mercado desta quarta-feira, as ações da Tesla (TSLA) chegaram a saltar mais de 15% nas primeiras horas da manhã no pré-mercado. Após a abertura do pregão regular, os papéis avançam 11%.

Menção honrosa do lado do presidente eleito, os papéis da Trump Media chegaram a saltar mais de 33% no mesmo horário.

Porém, vale lembrar que a empresa de comunicação é altamente especulativa e tem grande volatilidade na bolsa.

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Mas existe um motivo bastante prático para o otimismo em relação à Tesla: a empresa de carros elétricos vem sofrendo com a concorrência chinesa — e Trump pode colocar uma pedra na entrada de empresas como a BYD nos Estados Unidos.

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Trump, Musk e a Tesla — contra a China

Recapitulando alguns passos, no terceiro trimestre, as vendas da BYD superaram as da Tesla pela primeira vez.

Enquanto as vendas da chinesa chegaram a US$ 28,2 bilhões, um aumento de 24% em  relação ao mesmo período do ano passado, a Tesla registrou US$ 25,2 bilhões em vendas comparáveis no trimestre.

A montadora chinesa vendeu o número sem precedentes de 1,12 milhão de veículos elétricos e híbridos. A Tesla, por sua vez, entregou 462.890 carros no mesmo período.

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Porém, Trump ressaltou durante toda sua campanha que iria acirrar a guerra comercial com a China, o que pode significar um aumento das tarifas de importação dos carros elétricos chineses — algo que já aconteceu na União Europeia neste ano

Vale mencionar que Trump fez críticas aos carros elétricos durante sua campanha e é reconhecido por ter se posicionado contra incentivos à geração de energia de maneira sustentável. Entretanto, ele suavizou as críticas contra a Tesla de Musk recentemente. 

Por último, algumas empresas de Musk não têm ações negociadas em bolsa, mas podem se beneficiar da nova gestão Trump.

É o caso da Starlink, do ramo de internet, da SpaceX, do ramo de tecnologia espacial, e o antigo Twitter — que fechou capital ao ser comprado pelo bilionário e mudou seu nome para X.

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Isso porque Trump tende a fazer um governo voltado para os interesses internos dos EUA — o que, consequentemente, deve favorecer os empresários norte-americanos. 

A Starlink é uma das principais empresas de internet por satélite e se destaca por ter uma cobertura em locais onde outras provedoras não alcançam, seja por condições climáticas ou de relevo, como a Antártida e o coração da floresta Amazônica. O Brasil representa cerca de 5% da base global, com aproximadamente 224 mil assinantes 

Já a SpaceX pode se beneficiar da expansão de programas espaciais.

A empresa de Musk tem uma parceria com a agência espacial americana Nasa por meio do projeto Artemis, que busca levar astronautas de volta à lua em 2026 — e contratou a SpaceX por quase US$ 4 bilhões para essa tarefa. 

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Além disso, a SpaceX também atua em parceria com a Starlink para lançar seus satélites de internet. 

Por último, o X (antigo Twitter) deve ser o menos afetado por políticas diretas do governo Trump, mas se beneficiar do discurso de liberdade de expressão irrestrita do presidente.

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