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A elétrica informou ainda que pretende usar os recursos para o refinanciamento de dívidas, segundo o documento da CVM
A Eletrobras (ELET3) havia anunciado no início desta semana uma emissão de bonds — títulos de dívida em dólar — para captar recursos no mercado internacional. A expectativa era de que a operação movimentasse US$ 1 bilhão (R$ 5,6 bilhões, no câmbio atual), de acordo com a agência de risco Moody's.
Contudo, em um documento enviado à CVM na manhã desta sexta-feira (6), a elétrica confirmou um montante um pouco menor: serão US$ 750 milhões (US$ 4,2 bilhões, aproximadamente).
Os títulos terão o vencimento em janeiro de 2035, com cupom de 6,5% ao ano. O pagamento dos juros será nos dias 11 de janeiro e 11 de julho, com início já em 11 de janeiro de 2025. Por último, o rendimento ao investidor será de 6,75% ao ano.
Ainda de acordo com o comunicado, a Eletrobras informou que a liquidação financeira dos bonds está prevista para 11 de setembro de 2024 e que os recursos serão utilizados para o refinanciamento de dívidas da companhia.
A Moody's atribuiu nota "Ba2" à emissão — isto é, dois níveis abaixo do patamar mínimo de grau de investimento.
Com isso, a Eletrobras pretende usar os recursos para o refinanciamento de dívidas, segundo o documento da CVM.
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Dessa forma, a empresa deve usar o dinheiro captado junto dos investidores estrangeiros para quitar parcialmente o empréstimo sindicalizado de R$ 4 bilhões que tomou em junho de 2024. Além disso, os recursos irão para o pagamento de R$ 2 bilhões em notas comerciais.
Ambas as dívidas têm prazo de dois anos e foram tomadas em junho de 2024 para honrar compromissos assumidos após a privatização da Eletrobras. Entre eles, o pagamento pela outorga e as despesas de renovação das concessões.
Além de alongar a dívida com a emissão de bonds, vale destacar que a Eletrobras reforçou o caixa em R$ 2 bilhões recentemente com a venda de ações da Cteep (TRPL4).
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