CVM absolve Nelson Tanure no caso da Gafisa enquanto executivo é apontado como participante de outra negociação no varejo
No caso, a CVM também apontou irregularidades na fixação de preços distintos e na falta de clareza sobre os critérios utilizados para determinar estes valores

A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) absolveu na última quarta-feira (18) o empresário Nelson Tanure em processo sancionador relacionado à operação de aumento de capital da Gafisa, em 2019.
A acusação se tornou pública em outubro daquele ano e alegava que Tanure e outros membros do Conselho de Administração da Gafisa aprovaram um aumento de capital com condições de preço que não estavam em conformidade com a Lei das Sociedades Anônimas.
Voltando alguns passos, a Lei das S/A autoriza a convocação de uma assembleia por acionistas que possuem pelo menos 5% do capital. Mas isso só poderia acontecer se a Gafisa retardasse a convocação por mais de 60 dias, o que não ocorreu, de acordo com o entendimento da CVM.
O aumento de capital envolveu uma estrutura de preços com bônus (descontos) escalonados, conforme a participação nas diferentes rodadas de subscrição, resultando em tratamento desigual aos acionistas, de acordo com a visão da área técnica da autarquia.
Além disso, a CVM também apontou irregularidades na fixação de preços distintos e na falta de clareza sobre os critérios utilizados para determinar estes valores.
Tanure e executivos são absolvidos
Além de Tanure, ex-administradores da companhia inseridos no processo também foram absolvidos. Foram dois votos pela condenação e dois pela absolvição. E, segundo a resolução, “em caso de empate, deve prevalecer a posição mais favorável ao acusado.”
Leia Também
O julgamento já havia sido suspenso duas vezes, em setembro e em outubro, por conta de pedidos de vista de membros do colegiado.
O diretor da CVM, João Accioly, que havia pedido vista em setembro, votou pela absolvição dos acusados nesse processo, sendo acompanhado pelo diretor Otto Lobo.
“Ficamos muito satisfeitos com a decisão, que reconheceu a legalidade da atuação da administração. A operação foi complexa, inovadora, porém fundamental para o soerguimento financeiro da Companhia, tendo ficado claro que os administradores se pautaram na boa-fé e guiaram pelo melhor interesse da Gafisa”, afirmou Fernanda Montorfano, sócia do Cescon Barrieu Advogados.
Outros negócios
O nome de Tanure também apareceu recentemente, mas com o foco no setor de varejo. Isso porque as ações do Grupo Pão de Açúcar tiveram um salto de mais de 20% na bolsa brasileira logo após a Reag Trust, gestora de fundos supostamente ligada ao executivo, elevar a participação na empresa.
De acordo com o documento, a Reag não tem a intenção de participar nas próximas decisões de eleição do conselho de administração e da diretoria do Pão de Açúcar.
Acontece que Tanure é conhecido por desempenhar uma gestão ativa nas companhias nas quais é acionista. Em seu rol de participações, figuram desde casos de sucesso empresarial como o turnaround na Prio (PRIO3), como também questões mais controversas, como a disputa societária na Gafisa (GFSA3) e uma suposta posição relevante na Ambipar (AMBP3).
De acordo com o documento, a Reag não tem a intenção de participar nas próximas decisões de eleição do conselho de administração e da diretoria do Pão de Açúcar.
Simultaneamente, o grupo francês Casino desmentiu notícias veiculadas na mídia sobre supostas discussões ou negociações com Tanure sobre a participação que ainda detém no GPA.
Ainda de acordo com o Casino, nenhum representante do grupo no Brasil está autorizado a discutir com terceiros a possibilidade de venda de sua fatia no Grupo Pão de Açúcar.
DESPEDIDA COM DATA MARCADA
Adeus, B3: oferta para tirar Helbor (HBOR3) da bolsa recebe aval da CVM e tem leilão marcado; veja os próximos passos
6 de outubro de 2026 - 9:50VEJA AS FAVORITAS
Após eleições, JP Morgan troca campeãs do Minha Casa, Minha Vida por construtoras de média e alta renda
5 de outubro de 2026 - 18:13COMMODITIES
Petrobras (PETR4) ou Vale (VALE3): qual delas se dá melhor caso Flávio Bolsonaro vença o segundo turno
5 de outubro de 2026 - 17:05MODO RELAX
Da esteira para a massagem: Smart Fit (SMFT3) quer comprar até 20% do Buddha Spa. O que está por trás da estratégia?
5 de outubro de 2026 - 9:00FAVORITA DOS ANALISTAS
Lula ou Flávio Bolsonaro? Veja a ação que pode blindar seus investimentos no segundo turno
5 de outubro de 2026 - 6:03A VACA E O FRANGO
JBS (JBSS32) ou MBRF (MBRF3): qual ação tem mais potencial para 2027? Itaú BBA elege sua favorita
4 de outubro de 2026 - 13:13MERCADOS
A ação que fez Petrobras (PETR4) e Banco do Brasil (BBAS3) comerem poeira e dobrou de preço com trade eleitoral de Flávio Bolsonaro
2 de outubro de 2026 - 19:49DE OLHO NAS RIVAIS
Os planos do novo CEO da B3 (B3SA3) para fortalecer a bolsa de valores diante do avanço da concorrência, segundo o BTG
2 de outubro de 2026 - 17:10A LISTA DE DESPEDIDAS VAI AUMENTAR
Mais um adeus à B3: Claro assume Desktop (DESK3) por R$ 1,75 bilhão e prepara OPA. O que muda para quem tem as ações?
2 de outubro de 2026 - 8:53RENDA EXTRA NA CONTA
Enquanto três gatilhos não fazem preço na CPFL (CPFE3), Itaú BBA defende a compra pelos dividendos
1 de outubro de 2026 - 17:45VIRADA À FRENTE
IRB Brasil (IRBR3): mudança tributária abre caminho para dividendos generosos; JP Morgan turbina preço-alvo para ação
1 de outubro de 2026 - 17:28CASA NOVA?
Tenda (TEND3) ‘pega as chaves’ da Faixa 4 do Minha Casa, Minha Vida; o que a construtora busca no andar de cima
1 de outubro de 2026 - 14:15O QUE AINDA FALTA?
Queridinha do Barsi, Paranapanema (PMAM3) fecha acordo que acaba com boa parte da dívida bilionária, mas recuperação judicial segue
1 de outubro de 2026 - 13:03FUTURO DA 'FILHA DO DIVÓRCIO'
Todo mundo quer a Farm: ações da Azzas 2154 (AZZA3) lideram as altas no Ibovespa com chuva de propostas no radar
1 de outubro de 2026 - 12:38APOSTAS SAÍRAM DO CARRINHO
Com proibição das bets, duas ações do varejo podem ser as mais beneficiadas, mas Eleven faz alerta para a recuperação do setor
1 de outubro de 2026 - 12:12ROXINHO NÃO VAI ÀS COMPRAS?
Nubank (ROXO34) nega compra bilionária de fintech britânica Monzo após tombo em NY; ações sobem forte no pré-mercado
1 de outubro de 2026 - 9:35PANDA BONDS
A operação bilionária da Vale (VALE3) na China: mineradora conta os planos dessa estreia
30 de setembro de 2026 - 19:53BANCOS
Dia cheio no Bradesco (BBDC4): de R$ 3,8 bilhões em JCP a leilão de sobras de ações até o “Pix” internacional
30 de setembro de 2026 - 19:33QUEM SOBE QUANDO OS JUROS CAEM?
JP Morgan aumenta pessimismo com Natura (NATU3) e corta recomendação; veja as varejistas preferidas do banco para surfar o rali eleitoral
30 de setembro de 2026 - 12:10CORTANDO ONDE DÁ