Não é europeu: o maior fundo de reflorestamento é focado na América Latina e captou R$ 6,2 bilhões com participação da Vale (VALE3) e BNDES
Fundo quer conservar e reflorestar 270 mil hectares na América Latina com investidores de peso; gestora também estima aumento na geração de empregos

Muito se fala sobre as iniciativas europeias em sustentabilidade e princípios ESG (Ambiental, Social e Governança, em português), tanto em esfera pública quanto privada. No entanto, a América Latina entrou para o jogo com o maior fundo de reflorestamento fechado até hoje, gerido pelo BTG Pactual Timberland Investment Group (BTG Pactual TIG), com captação de US$ 1,24 bilhão em compromissos divulgada nesta terça-feira (28).
Na cotação atual, a cifra representa cerca de R$ 6,2 bilhões. Os valores serão direcionados para conservar, restaurar e reflorestar aproximadamente 270 mil hectares de paisagens degradadas em países da América Latina, em parceria com a empresa ambiental Conservation International.
O objetivo inicial era levantar US$ 1 bilhão. Vale lembrar que, ao captar em compromissos, o fundo não recebe os valores imediatamente e há aportes ao longo do tempo.
Entre os investidores da estratégia estão instituições de peso, incluindo bancos de desenvolvimento, fundos de pensão, empresas de capital aberto e organizações ambientais.
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), por exemplo, dispôs de R$ 300 milhões para o fundo, com aprovação ainda no ano passado, em dezembro. Já a Vale (VALE3) afirmou que a participação no investimento está relacionada ao objetivo de ESG da mineradora, com a Meta Florestal 2030.
"Projetamos esta estratégia para demonstrar que a restauração em escalas de paisagem pode entregar resultados tanto ambientais quanto comerciais”, disse Gerrity Lansing, Head do BTG Pactual TIG.
Leia Também
Estratégia de reflorestamento já está em vigor
Os investimentos serão direcionados para países latino-americanos no geral, mas um dos focos deve ser a recuperação do Cerrado brasileiro, “onde a restauração em larga escala é urgentemente necessária”, afirma a gestora de ativos florestais.
A estratégia do fundo é restaurar 135 mil hectares de florestas nativas, além de plantar árvores em outros 135 mil hectares em fazendas florestais comerciais geridas de forma sustentável e que sejam certificadas pelo Conselho de Manejo Florestal (FSC).
Dados do BTG Pactual TIG indicam que cerca de 29 milhões de árvores já foram plantadas em mais de 25 mil hectares de terras degradadas no Brasil.
Agora, segundo a gestora, 20 mil hectares estão sob conservação, enquanto a restauração de vegetação nativa já foi iniciada em outros mais de 20 mil hectares.
O fundo também mapeia diferentes espécies de plantas e animais, além de riachos que estão sob proteção ambiental.
Outro reflexo que tem sido avaliado nas estimativas é a geração de empregos. A gestora acredita que, com a implementação total da estratégia, a criação de cerca de 2,7 mil trabalhos diretos e indiretos será uma consequência.
Gestora com foco em ativos florestais
O BTG Pactual TIG é uma das maiores gestoras de investimentos em florestas do mundo, com administração de US$ 7,5 bilhões em ativos e compromissos, cerca de R$ 37,4 bilhões na cotação atual, e cerca de 1,2 milhão de hectares nos Estados Unidos e América Latina.
Ao longo do mês de abril, a gestora já havia divulgado outra estratégia inicial de investimentos florestais no valor de US$ 370 milhões — R$ 1,8 bilhão.
Na ocasião, a instituição afirmou que o movimento marcava o início de uma captação mais ampla, com a meta de atingir US$ 1,5 bilhão ao longo dos próximos cinco anos.
A estratégia segue o modelo chamado “core”, com foco em ativos florestais de grande escala e gestão sustentável.
Os US$ 370 milhões devem se concentrar em três mercados da região — Chile, Uruguai e Brasil — com diversificação entre geografias, condições climáticas, espécies cultivadas e consumidores.
O CÉU É O LIMITE
Valor de mercado da Petrobras (PETR4) chega perto de R$ 700 bilhões, no maior patamar da história
15 de setembro de 2026 - 19:26FUSÕES E AQUISIÇÕES
JBS e Viva criam joint venture em couros, mas deixam ativos no Texas, na Alemanha e no México de fora
15 de setembro de 2026 - 19:14ATENÇÃO, ACIONISTA!
Dividendos e JCP: WEG (WEGE3) aprova quase meio bilhão de reais em proventos — mas não está sozinha
15 de setembro de 2026 - 17:52O MAIOR RETORNO PARA O SEU BOLSO
Empresas do Brasil pagaram mais de R$ 22 bilhões em dividendos no último trimestre; veja quem superou a Petrobras (PETR4) como maior pagadora
15 de setembro de 2026 - 13:28PROVENTOS
Dividendos e JCP: Dona da Vivo (VIVT3) vai pagar R$ 500 milhões aos acionistas; confira os prazos
14 de setembro de 2026 - 19:10SETE CHAVES?
O segredo da Vale (VALE3) não está mais tão bem guardado assim — e já aparece no preço da ação
14 de setembro de 2026 - 18:31JOIA ESCONDIDA?
Itaú BBA aposta em banco ‘fora do radar’ que entrega ROE acima de 30% e pode saltar 45% na bolsa
14 de setembro de 2026 - 17:58CRÉDITO PARA QUEM?
Com calote em alta e agro sob pressão, bancos fecham torneira para famílias e apostam em outro segmento
14 de setembro de 2026 - 16:32CONCORRÊNCIA
A5X, nova bolsa brasileira de derivativos, capta R$ 360 milhões com gigantes do mercado — e já tem data para estrear as negociações
14 de setembro de 2026 - 13:41FORÇA, FOCO E FÉ?
Cleusa Maria: a empresária que nunca tinha provado um bolo na vida e criou um império de R$ 800 milhões
14 de setembro de 2026 - 7:07CASO MASTER
Fraudes entre Master e BRB chegam a R$ 17 bilhões e Banco de Brasília diz ser vítima de atos criminosos
13 de setembro de 2026 - 15:44TER OU NÃO TER
Petróleo acima de US$ 100 muda a tese para Petrobras (PETR4)? O que ainda favorece — e o que ameaça — a ação
11 de setembro de 2026 - 18:53MENOS ALARDE
IA vai destruir a humanidade? Neurocientista brasileiro rebate previsão alarmante de ex-pesquisadores da OpenAI
11 de setembro de 2026 - 15:31NAS ÁGUAS DO MINÉRIO DE FERRO
Vale (VALE3) segue blindada, mas outra mineradora brasileira está à deriva no mar mais caro dos últimos anos
11 de setembro de 2026 - 14:15SAÚDE FINANCEIRA NA VEIA
Como a Amil saiu da crise e agora se dá ao luxo de recusar proposta multibilionária de compra de fundos estrangeiros
11 de setembro de 2026 - 11:40POTENCIAL
Smart Fit (SMFT3) vai além da abertura de academias: crescimento não atingiu o teto e Santander calcula potencial de 98% para a ação
10 de setembro de 2026 - 15:57DO BRASIL PARA O MUNDO?
Nubank estreia nos EUA, lança aposta para dinheiro sem fronteiras e testa se sua fórmula pode ganhar o mundo
10 de setembro de 2026 - 13:41CARA OU COROA?
BB Seguridade (BBSE3) pode subir pouco, mas cair muito: o risco que fez o Citi recomendar a venda das ações
10 de setembro de 2026 - 11:33NÃO SÃO OS PANDAS QUE VOCÊ IMAGINA
Vale (VALE3) pode abraçar os panda bonds? Veja o que o CFO disse sobre a emissão de títulos na China
10 de setembro de 2026 - 10:52EMPRESAS DE TELEFONIA