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Banco tem lucro recorde de R$ 2,847 bilhões e rentabilidade de 23,4% no quarto trimestre de 2023; veja os principais números

Do calote da Americanas (AMER3) ao momento ruim do mercado de capitais, o ano esteve longe de ser dos mais fáceis para o BTG Pactual (BPAC11). Ainda assim, o banco de investimentos registrou um lucro líquido recorde de R$ 2,847 bilhões no quarto trimestre de 2023.
Trata-se de um avanço de 61% na comparação com os últimos três meses de 2022, quando o resultado foi afetado pelas provisões para perdas com o crédito concedido à varejista.
O lucro do quarto trimestre do BTG também ficou acima das projeções dos analistas. E as estimativas de R$ 2,776 bilhões, de acordo com dados da Bloomberg, já eram otimistas.
Com o resultado melhor, a rentabilidade (ROE, na sigla em inglês) saltou para 23,4% no quarto trimestre de 2023. A menos que Itaú e Banco do Brasil tirem algum coelho da cartola, o BTG deve novamente superar os concorrentes como o banco mais rentável.
No ano de 2023 como um todo, o BTG registrou lucro líquido de R$ 10,419 bilhões, um avanço de 25,4% na comparação com o ano anterior. Enquanto isso, o ROE anual subiu de 20,8% para 22,7%.
Praticamente todas as áreas de negócios do BTG apresentaram aumento das receitas em relação ao quarto trimestre de 2022. No total, o banco faturou R$ 5,653 bilhões nos últimos três meses do ano, um avanço de 56%.
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Um dos destaques foram os empréstimos a empresas (Corporate & SME Lending), cuja receita disparou 1187% e atingiu R$ 1,353 bilhão.
Além da base de comparação fraca em razão do caso Americanas, o BTG acelerou no crédito enquanto os principais concorrentes pisaram no freio. A carteira do banco atingiu R$ 171,6 bilhões no fim do ano passado, um avanço de 18,9% em 12 meses.
A tesouraria (Sales & Trading) mais uma vez não decepcionou e foi responsável por R$ 1,407 bilhão em receitas — alta de 24%.
A única área que registrou resultado menor foi a de banco de investimento (Investment Banking). Com a atividade mais fraca do mercado de capitais, a unidade apresentou queda de 4,3% nas receitas em relação ao quarto trimestre de 2022, para R$ 464 milhões.
Do lado das despesas operacionais, houve um aumento de 20% na comparação com os últimos três meses de 2022, para R$ 2,251 bilhões. O maior avanço veio do pagamento de bônus aos funcionários.
Em um ano complicado para a indústria de fundos de investimentos, o BTG conseguiu manter a trajetória de avanço dos recursos sob gestão.
O total de ativos de clientes — incluindo fundos e área de fortunas e a plataforma de investimentos digital — atingiu R$ 1,569 trilhão. Trata-se de um avanço de 25% no ano e de 6,5% no trimestre.
A captação líquida (entrada de dinheiro novo menos resgates) somou R$ 205 bilhões em 2023 e R$ 41 bi nos últimos três meses do ano.
Especificamente no negócio de gestão de fortunas (Wealth Management) e na plataforma digital, o BTG alcançou R$ 713,1 bilhões em ativos. Ou seja, um avanço de 30,5% no ano e de 7,1% no trimestre.
Lembrando que o banco aproveitou o momento de vacas magras entre as plataformas de investimento para ir à compras. Em outubro, por exemplo, anunciou a aquisição da Órama, por R$ 500 milhões.
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