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Com avanço nas receitas em praticamente todas as linhas de negócio, BTG teve lucro de R$ 2,889 bilhões, alta de 27,7% em relação ao primeiro trimestre de 2023
O BTG Pactual (BPAC11) mais uma vez atravessou o momento turbulento do mercado praticamente sem arranhões — e ainda colecionando novos recordes. O banco de investimentos registrou lucro líquido ajustado de R$ 2,889 bilhões no primeiro trimestre de 2024.
O resultado representa um aumento de 27,7% em relação ao mesmo período do ano passado. O número desta vez veio em linha com as expectativas do mercado, que já eram altas.
Com o lucro maior, a rentabilidade sobre o patrimônio (ROE) do BTG Pactual atingiu 22,8%. Desse modo, superou novamente os grandes bancos privados, incluindo Itaú e Banco do Brasil.
Assim como o lucro, a receita do BTG foi recorde, com alta de 23% em relação ao primeiro trimestre do ano passado, para R$ 5,891 bilhões. Com exceção da tesouraria, todas as linhas de negócio do BTG apresentaram avanço nas receitas.
O banco encerrou o trimestre com um total de R$ 1,636 trilhão em ativos, um crescimento de 27,3% em 12 meses e de 4,3% em relação ao fim do ano passado.
Por outro lado, houve um aumento de 14% das despesas no trimestre, puxadas pelo pagamento de bônus aos funcionários, que crescem de acordo com a receita.
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Um dos destaques do resultado no primeiro trimestre foi a carteira de crédito. Enquanto os grandes bancos de modo geral atuaram de forma mais tímida, o BTG registrou um crescimento de 5,9% no trimestre e de 26,7% no ano. Assim, o saldo das operações de financiamento atingiu R$ 181,6 bilhões.
"Mesmo com a forte expansão, conseguimos manter a alta qualidade do portfólio, com mais de 80% da exposição concentrada nos ratings AA/A e spreads estáveis", escreve o banco, no relatório que acompanha o balanço.
Com o avanço no crédito, as receitas da área de corporate lending atingiram R$ 1,436 bilhão, alta de 20%.
Outro destaque do resultado veio do negócio de gestão de fundos, que seguiu captando recursos apesar da crise no mercado. A receita do banco com asset management aumentou 29,8% em relação ao primeiro trimestre do ano passado, para R$ 574 milhões.
Enquanto isso, o BTG segue em forte expansão na plataforma digital e no negócio de gestão de fortunas. A divisão de wealth management & personal banking encerrou março com um total de R$ 756 bilhões sob gestão.
Isso representa um crescimento de 6,1% no trimestre e de 33,1% nos últimos doze meses. Lembrando em março o BTG consolidou os R$ 15,9 bilhões em patrimônio da Órama, plataforma que o banco adquiriu no ano passado.
O BTG Pactual conseguiu números melhores até mesmo no negócio de banco de investimento, um dos mais afetados pelo cenário de juros altos.
As receitas de investment banking cresceram 151% em relação ao primeiro trimestre do ano passado, quando o mercado foi afetado pela revelação da fraude contábil da Americanas.
Mas houve também avanço na comparação trimestral, com a contribuição das operações de fusões e aquisições e emissão de dívida corporativa.
Por outro lado, o cenário mais difícil no mercado afetou o negócio de Tesouraria do BTG. Das principais áreas do banco, essa foi a única a registrar queda nas receitas, de 7,7% na comparação com o primeiro trimestre de 2023.
Ainda assim, o negócio de sales & trading segue como um dos principais do banco e contribuiu com uma receita de R$ 1,371 bilhão entre janeiro e março deste ano.
A recomendação do BTG é de compra, com preço-alvo de R$ 40. “Do ponto de vista de valuation, a Azzas está sendo negociada a cerca de 7x P/L para 2026, um nível significativamente descontado em relação aos pares do setor”, afirma o banco
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