Americanas (AMER3) elege novo conselho sem filho de Lemann e Beto Sicupira; confira a chapa aprovada pelos acionistas
Ambos faziam parte do CA da companhia nas vagas para representantes dos acionistas de referência, mas ficaram de fora da chapa eleita hoje

O novo conselho de administração da Americanas (AMER3) não terá mais dois nomes de peso: o de Carlos Alberto Sucupira, um dos controladores da varejista, e Paulo Alberto Lemann — filho de Jorge Paulo Lemann, outro membro do trio de sócios controladores.
Ambos faziam parte do CA da companhia nas vagas destinadas para representantes dos acionistas de referência, mas não integram a nova chapa aprovada pelos acionistas da Americanas em assembleia realizada nesta quinta-feira (5).
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Confira a composição do conselho para os próximos dois anos:
- Eduardo Saggioro Garcia
- Luiz Fernando Ziegler De Saint Edmond
- Cláudio Moniz Barreto Garcia
- Yuiti Matsuo Lopes
- Paula Magalhães Cardoso Neves
- Maria Rita Megre de Sousa Coutinho
- Vanessa Claro Lopes
Lemann, Telles e Sicupira retomaram o controle da Americanas (AMER3) nesta semana
Vale destacar que a assembleia para eleger o novo conselho ocorreu apenas dois dias após a Americanas anunciar que Jorge Lemann, Sicupira e Marcel Telles — sócio de ambos na 3G Capital — voltou a ter mais da metade do capital da varejista após três anos fora do comando.
O trio retomou o controle da companhia após converter uma parte dos bônus de subscrição do aumento de capital de R$ 24 bilhões realizado para tapar parte do rombo contábil.
Lemann, Sicupira e Telles tornaram-se sócios controladores da Lojas Americanas no início dos anos 1980 — e assim permaneceram por cerca de quatro décadas.
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Em 2021, quando a Americanas promoveu a fusão de suas operações físicas e digitais e ingressou no Novo Mercado da B3, os três bilionários deixaram o controle da varejista para se transformarem em acionistas de referência.
Ao término da fusão da Lojas Americanas com a B2W, Lemann, Sicupira e Telles passaram a deter pouco mais de 30% dos papéis da varejista, que vale hoje aproximadamente R$ 1,27 bilhão na B3.
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A fraude na Americanas (AMER3)
No início de 2023, a revelação de uma fraude multibilionária nos balanços da Americanas levou os credores a pressionarem para que o trio ajudasse a tirar a empresa do fundo do poço.
Vale destacar que a investigação de um comitê independente da varejista concluiu que a diretoria anterior da Americanas foi responsável pela fraude, comentado os atos ilícitos sem o conhecimento de membros do conselho de administração.
Meses mais tarde, já no âmbito do programa de recuperação judicial da Americanas, Lemann, Sicupira e Telles se comprometeram a aportar R$ 12 bilhões na companhia.
Os credores da varejista, por sua vez, trocaram R$ 12 bilhões em dívidas pelo equivalente em ações.
O aumento de capital foi efetivado em julho último, provocando uma diluição brutal para os acionistas deixados de fora da operação.
Com o aumento de capital, o trio de bilionários já havia elevado sua participação a 49,24%. Junto com as novas ações, a Americanas emitiu bônus de subscrição a R$ 0,01 por ação aos investidores que colocaram dinheiro novo na varejista.
Lemann e sócios de volta ao controle
Foi por meio do exercício parcial desses bônus de subscrição que Jorge Paulo Lemann, Beto Sicupira e Marcel Telles voltaram a exercer o controle acionário da Americanas.
O trio de bilionários recorreu a três empresas afiliadas para converter 3.029.130 bônus de subscrição em novas ações.
Lemann, Sicupira e Telles converteram ações em número suficiente para deter 50,01% do capital votante da Americanas.
De acordo com o fato relevante, a operação está de acordo com um compromisso assumido pelos três acionistas junto aos credores no plano de recuperação judicial da varejista.
Por fim, vale lembrar que a participação final dos bilionários na Americanas ainda pode aumentar ou diminuir dependendo da conversão dos bônus por outros investidores e por eles próprios.
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