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Para os analistas, a Rede D’Or atualmente vivencia um momento favorável, com impulso de lucros e posição de liderança na indústria de saúde
No início de 2023, os “médicos” do mercado financeiro diagnosticaram a Rede D’Or como adoecida após sintomas negativos nos balanços da época e decidiram colocar as ações RDOR3 em observação na bolsa brasileira. Mas pouco mais de um ano depois, os especialistas do Itaú BBA acabam de dar alta para os papéis.
Os analistas elevaram a recomendação dos papéis de neutro para “outperform” — equivalente a compra —, com preço-alvo de R$ 33 para o fim de 2024, implicando em um potencial de valorização de 28% em relação ao último fechamento.
Na visão do banco, a rede de hospitais reforçou a “imunidade” financeira e deve registrar “melhorias significativas” de rentabilidade e sinistralidade no primeiro trimestre de 2024. Vale lembrar que o balanço da Rede D’Or sai na próxima segunda-feira (6), após o fechamento do mercado. Confira aqui o calendário completo de resultados do 1T24.
Em dia misto para o setor de saúde, as ações da Rede D’Or reagem em alta à revisão para cima pelo Itaú BBA. Por volta das 14h50, os papéis RDOR3 subiam 2,94%, negociados a R$ 26,61. No ano, os ativos acumulam leve recuo de 4%.
Para o Itaú BBA, a Rede D’Or (RDOR3) atualmente vivencia um momento favorável, com impulso de lucros e posição de liderança na indústria de saúde.
“Apesar do ambiente desafiador de saúde no Brasil, a Rede D'Or se destaca como uma das poucas empresas com bom desempenho, destacando a importância dos líderes do setor em tais cenários”, afirmou o banco, em relatório.
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Na avaliação do banco, as empresas com “forte dinâmica de lucros de curto prazo, sólido posicionamento setorial e uma boa percepção da qualidade da governança são favorecidas no atual ambiente para as ações”.
A expectativa é que a Rede D’Or apresente expansão robusta de margens da operação hospitalar no primeiro semestre de 2024, impulsionada principalmente por melhorias em materiais e medicamentos.
Já do lado dos planos de saúde, os analistas projetam melhora de rentabilidade na SulAmérica, resultando em um impulso positivo nos lucros.
“Vemos uma combinação de boa expansão da margem Ebitda nos serviços hospitalares e a melhoria contínua da SulAmérica em sinistralidade para proporcionar um crescimento decente dos lucros no curto prazo”, ressaltam os analistas.
Uma das apostas do Itaú BBA para a Rede D’Or em 2024 é a melhor visibilidade sobre a entrega de projetos da rede de hospitais neste ano, com os principais projetos em São Paulo, áreas metropolitanas do Rio de Janeiro, Salvador e Recife avançando de acordo com o planejado.
“Os principais projetos do Memorial Star, Macaé, Itaim Torre e Aliança, somados aos projetos antecipados (Novo Barra, Guarulhos e Alphaville), deverão ser responsáveis por uma grande aceleração no crescimento de leitos operacionais ao longo de 2024”, projeta o banco.
Nas contas do Itaú BBA, a empresa deve registrar uma adição líquida de cerca de 394 leitos neste ano, em uma previsão conservadora em relação ao guidance da companhia no trimestre passado.
O Itaú BBA ainda destaca que a SulAmérica pode destravar mais lucros para a Rede D’Or ao longo do tempo.
Vale lembrar que a rede de planos de saúde ainda representa uma parcela pequena do lucro líquido da companhia, mas mesmo um aumento de 1% resultaria em um impacto significativo nos lucros da Rede D’Or, de acordo com o banco.
Segundo os analistas, a rede de planos de saúde ainda não registrou uma grande melhora na sinistralidade, mensurada pelo indicador MLR.
Porém, os aumentos de preços e as medidas de eficiência de custos — como controle mais rígido das tabelas de preços de fornecedores terceirizados, melhoria no controle de contas a receber (glosas) e maior escrutínio sobre reembolsos — e a desaceleração na construção de provisões devem resultar em números melhores para a divisão de seguros nos próximos trimestres.
“Não esperamos que o cenário de prolongamento dos recebíveis dos devedores e de maiores glosas melhore tão cedo. Porém, acreditamos que a Rede D'Or pode ser prejudicada nos serviços hospitalares, mas se beneficiar da mesma tendência na divisão de seguros”, afirma o banco.
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