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Camille Lima

Camille Lima

Jornalista formada pela Universidade Municipal de São Caetano do Sul (USCS), em 2025 foi eleita como uma das 50 jornalistas mais admiradas da imprensa de Economia, Negócios e Finanças do Brasil. Já passou pela redação do TradeMap. Hoje, é repórter de bancos e empresas no Seu Dinheiro. A cobertura atual é majoritariamente centrada no setor financeiro (bancos, instituições financeiras e gestoras), em companhias maiores listadas na B3 e no mercado de ações.

DE MALAS PRONTAS?

A América Latina ficou pequena para o Nubank (ROXO34)? Analistas apontam os próximos destinos para o banco digital expandir os negócios

Goldman Sachs avalia que existem hoje oito potenciais destinos para o banco digital — e um caminho alternativo mais arriscado

Camille Lima
Camille Lima
1 de agosto de 2024
19:35 - atualizado às 17:24
Nubank
Nubank - Imagem: Shutterstock

Não é novidade que o Nubank (ROXO34) mira países vizinhos como México e Colômbia como rotas de impulso para seu crescimento nos próximos anos. Mas a América Latina ficou pequena para o banco digital — e, segundo Goldman Sachs, é hora de aumentar o horizonte de países na busca por novos destinos de expansão dos negócios.

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Não entenda mal: os analistas ainda veem potencial de crescimento significativo nas Américas, com expectativa de rentabilidade das operações mexicanas e colombianas nos próximos dois anos.

“Se o Nu replicasse seu modelo de negócios nesses países, mirar em uma nova geografia poderia ser o próximo passo natural”, afirmaram os analistas do Godman, em relatório. 

O próprio fundador e CEO, David Velez, chegou a afirmar ao Brazil Journal que a fintech definitivamente marcará presença em outros países além do Brasil, México e Colômbia.

“Achamos que o modelo bancário low cost da Nu poderia ser potencialmente replicado em outros países, dada a estratégia de atingir economias de grande escala com inclusão financeira relativamente baixa e alta concentração de mercado”, afirmou o Goldman. 

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Para o Goldman, com base na estratégia já definida do Nubank, outros países na América Latina normalmente não atenderiam a estes critérios, dado o potencial limitado para negócios em escala significativa. 

Leia Também

Tendo isso em mente, o banco norte-americano avalia que existem hoje oito principais potenciais destinos para o Nubank — e um caminho alternativo mais arriscado, ainda que possível.

Veja aqui: 

Os alvos na mira do Nubank (ROXO34) 

Na avaliação do Goldman Sachs, a Indonésia, as Filipinas, a Índia, o Vietnã, a Tailândia, a África do Sul, a Nigéria e a Turquia atendem aos critérios de “triagem” como potenciais países de destino para o Nubank (ROXO3) no futuro.

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Os analistas levaram em consideração mercados de renda média ou baixa, com no mínimo de 30 milhões de população adulta e em que exista o máximo de 50% de penetração em cartão de crédito. 

“Essas geografias representam cerca de 1,7 bilhão de adultos, o que é 5 vezes maior do que os atuais 300 milhões de clientes endereçáveis ​​do Nu”, afirmou o banco.

Dentro do grupo de potenciais alvos, a Turquia ocupa o primeiro lugar em termos de PIB (Produto Interno Bruto) per capita, com US$ 33 mil por ano, seguida pela Tailândia, com US$ 18 mil, de acordo com dados da CIA World Factbook, compilados pelo Goldman Sachs Global Investment Research.

Já os seis nomes restantes estão abaixo do patamar de US$ 15 mil ao ano visto nos países latino-americanos, mas têm “populações consideráveis ​​com demografia favorável”, segundo os analistas, com populações mais jovens que no Brasil. 

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Outro ponto positivo é que o Nubank é classificado como a maior fintech e empresa de pagamento nos países selecionados em termos de valor de mercado, incluindo empresas públicas e privadas.

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EUA na mira do banco digital?

O Goldman Sachs destaca que hoje ainda existem questionamentos sobre um potencial caminho de expansão do Nubank nos Estados Unidos.

“Os mercados desenvolvidos representariam um novo desafio para a empresa, considerando maior penetração bancária, menor lucratividade estrutural e maior concorrência”, afirmou o bando. 

“Ainda assim, o modelo de baixo custo unitário e gerenciamento de risco do Nu podem ser uma vantagem competitiva se for replicável em outras regiões.” 

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Vale lembrar que o Nubank adquiriu uma série de empresas sediadas nos EUA ao longo dos últimos anos, como a empresa de inteligência de dados Hyperplane, a consultoria de software Cognitec e a empresa de modelagem de UX Juntos Global.

De acordo com o Goldman Sachs, o mercado de pagamentos dos EUA é muito maior do que as economias emergentes.

Segundo dados da WorldPay, os volumes totais de pagamentos na terra do Tio Sam somaram US$ 12,3 trilhões em 2023 — cerca de 7 vezes maior do que Brasil, México e Colômbia combinados ou 3 vezes superior à Índia, Indonésia, Turquia, Filipinas, Nigéria, Vietnã, Tailândia e África do Sul combinados.

“Olhando para outros neobancos dos EUA e outras regiões, o Nubank se destaca como um dos maiores em termos de clientes totais, enquanto tem aproximadamente a mesma escala em crédito e depósitos que empresas como Sofi e Kakaobank.”

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Nas contas dos analistas, a ação do Nubank atualmente possui um “valuation atraente dada a perspectiva de crescimento”, negociada a um múltiplo de 17,3 vezes o preço sobre lucro (P/L) de 2025 — acima da mediana dos pares, de 12,8 vezes.

O Goldman possui recomendação de compra para as ações Nu negociadas em Wall Street, com preço-alvo de US$ 17 para os próximos 12 meses, um potencial de valorização de 47,5% em relação ao último fechamento.

Vale lembrar que o banco digital possui BDRs negociados na bolsa brasileira sob o ticker ROXO34.

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