O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
Com o calor e a falta de chuvas, a Aneel mudou a bandeira tarifária para a cor vermelha – ruim para nós, que teremos que pagar mais caro pela conta de luz, mas tem quem se beneficie desse aumento de preços, e não é a empresa que leva a energia até a sua casa
Nas últimas semanas, uma mudança importante tem acontecido no mercado de energia elétrica. Dá uma olhada nos preços médios por MWh, que você pode conferir no site da CCEE.
Depois de passarem os anos de 2022 e 2023 praticamente inteiros abaixo do patamar de R$ 80/MWh, os preços voltaram a subir forte nas últimas semanas e você deve suspeitar o principal motivo: sim, o calorão e a falta de chuvas no Brasil.
Se os reservatórios nacionais passaram os dois últimos anos quase cheios, nos últimos meses a situação começou a piorar rapidamente, o que inclusive fez a Aneel mudar a bandeira tarifária para a cor vermelha – e, ao que tudo indica, não deve voltar tão cedo para a cor verde.
Ruim para nós, que teremos que pagar mais caro pela conta de luz.
Mas tem quem se beneficie desse aumento de preços, e não é a empresa que leva a energia até a sua casa.
Leia Também
Toda vez que a bandeira vermelha é anunciada, vejo muita gente dizendo para comprar ações de distribuidoras de energia, como é o caso da CPFL, Equatorial, Energisa, Light, Enel entre outras, já que elas passam a entregar contas de luz mais caras na sua casa.
Mas não é bem assim que funciona. Na verdade, as distribuidoras são remuneradas pelo serviço de levar a eletricidade até a sua casa (chamada de TUSD, como você pode conferir na fatura da minha casa), e não pelos preços de energia.
A parcela correspondente ao aumento de preços (adicional de bandeira vermelha) é utilizada pela distribuidora para pagar pela energia termelétrica gerada nesses períodos de seca, e isso significa que são as empresas como a Eneva que se beneficiam das tais bandeiras, o que deve ajudar os resultados já no 3T24.
Leia também: B3 não tem nenhum IPO há mais de 3 anos — e isso é uma boa notícia para esta empresa
Como podemos ver no gráfico abaixo, a geração de energia termelétrica a gás no Brasil está voltando para níveis que não víamos desde 2021, justamente quando tivemos a última crise hídrica no país.
Agora, vale a pena olhar para o gráfico com as cotações das ações da Eneva. Foi justamente em 2021 que ENEV3 marcou sua máxima histórica, ajudada pelo clima seco e a elevada necessidade de geração termelétrica na época.
Desde então, o clima chuvoso fez a geração dela cair, o que atrapalhou os resultados e as ações.
Além disso, a companhia engatou uma série de aquisições para tentar diversificar o negócio e ficar menos exposta ao clima, mas isso acabou fazendo o endividamento disparar no mesmo momento que a Selic voltava para os dois dígitos.
Esses fatores ajudam a explicar o mergulho das ações nos últimos anos, mas muita coisa mudou e ainda vai mudar, o que me deixa otimista com os papéis daqui para frente.
Já falamos sobre o aumento da necessidade de geração termelétrica, que é um ótimo vento a favor.
Além disso, os problemas de endividamento vão diminuir bastante com o recém anunciado follow-on e a aquisição de quatro usinas, que além de não terem dívidas são ótimas geradoras de caixa.
Em breve também devemos ter o Leilão de Reserva de Capacidade, no qual a companhia terá grandes chances de renovar os contratos das usinas Parnaíba I e III, dada a enorme competitividade delas.
Fato é que o cenário que começa a se desenhar para a Eneva daqui para frente parece muito melhor do que nos últimos dois anos, e é por isso que ela inclusive foi escolhida pelo Felipe Miranda como uma das melhores ações para o segundo semestre.
Se quiser conferir todas as outras ações dessa lista de graça, deixo aqui o convite.
Um grande abraço e até a próxima.
Ruy
Depois de quase cinco anos de seca de IPOs, 2026 pode ver esse cenário mudar, e algumas empresas já entraram com pedidos de abertura de capital
Esta é a segunda vez que me pergunto isso, mas agora é a Inteligência Artificial que me faz questionar de novo
São três meses exatos desde que Lando Norris confirmou-se campeão e garantiu à McLaren sua primeira temporada em 17 anos. Agora, a Fórmula 1 está de volta, com novas regras, mudanças no calendário e novidades no grid. Em 2026, a F1 terá carros menores e mais leves, novos modos de ultrapassagem e de impulso, além de novas formas de recarregar as […]
Ações das petroleiras subiram forte na bolsa nos últimos dias, ainda que, no começo do ano, o cenário para elas não fosse positivo; entenda por que ainda vale ter Petrobras e Prio na carteira
Para dividendos, preferimos a Petrobras que, com o empurrãozinho do petróleo, caminha para um dividend yield acima de 10%; já a Prio se enquadra mais em uma tese de crescimento (growth)
Confira o que esperar dos resultados do 4T25 da Petrobras, que serão divulgados hoje, e qual deve ser o retorno com dividendos da estatal
A concentração em tecnologia deixou lacunas nas carteiras — descubra como o ambiente geopolítico pode cobrar essa conta
A Ação do Mês busca chegar ao Novo Mercado e pode se tornar uma pagadora consistente — e robusta — de dividendos nos próximos anos; veja por que a Axia (AXIA3) é a escolhida
Veja como acompanhar a temporada de resultados das construtoras na bolsa de valores; PIB, guerra no Oriente Médio e Caged também afetam os mercados hoje
Mais do que tentar antecipar desfechos políticos específicos, o foco deve permanecer na gestão de risco e na diversificação, preservando uma parcela estratégica de proteção no portfólio
Em situações de conflito, fazer as malas para buscar um cenário mais tranquilo aparece como um anseio para muitas pessoas. O dinheiro estrangeiro, que inundou a B3 e levou o Ibovespa a patamares inéditos desde o começo do ano, tem data para carimbar o passaporte e ir embora do Brasil — e isso pode acontecer […]
Primeiro bimestre de 2026 foi intenso, mas enquanto Ibovespa subiu 18%, IFIX avançou apenas 3%; só que, com corte de juros à vista, é hora de começar a recompor posições em FIIs
Entre as cabines de primeira classe e os destinos impactados pelo excesso de visitantes, dois olhares sobre a indústria de viagens atual
Veja por que a Vivo (VIVT3) é vista como boa pagadora de dividendos, qual o tamanho da Bradsaúde e o que mais afeta o mercado hoje
Mesmo sendo considerada uma das ações mais “sem graça” da bolsa, a Vivo subiu 50% em 2025 e já se valoriza quase 30% em 2026
Mesmo com a perspectiva de queda nos juros, os spreads das debêntures continuam comprimidos, mas isso pode não refletir uma melhora nos fundamentos das empresas emissoras
Estudo histórico revela como o desempenho do mês de janeiro pode influenciar expectativas para o restante do ano no mercado brasileiro
Entenda o que as novas tarifas de exportação aos EUA significam para aliados e desafetos do governo norte-americano; entenda o que mais você precisa ler hoje
Antigos alvos da política comercial norte-americana acabam relativamente beneficiados, enquanto aliados tradicionais que haviam negociado condições mais favoráveis passam a arcar com custos adicionais
Os FIIs multiestratégia conseguem se adaptar a diferentes cenários econômicos; entenda por que ter essa carta na manga é essencial