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Para os analistas, a companhia deixou de atravessar os céus abertos e atingiu a ‘altitude de cruzeiro’ neste momento
A Embraer (EMBR3) tem sido uma dos destaques entre as ações brasileiras, com avanço de mais de 79% desde janeiro deste ano.
Mas para os analistas da XP, a companhia fabricante de aeronaves deixou de atravessar os céus abertos e atingiu a ‘altitude de cruzeiro’ neste momento — por apenas um motivo.
Mesmo com a forte valorização das ações, impulsionada pelas notícias de renovação da aeronaves comerciais e negociações em andamento sobre o KC-390, a XP avalia o valuation da companhia como “assimétrico” para o lado negativo.
Hoje, o valor da companhia pelo seu Ebitda (lucro antes dos juros, impostos, amortização e apreciação — potencial geração de caixa) esperado para 2025 está negociado a 7,6 vezes — o que na visão dos analistas “parece acima do que seria a combinação de crescimento e retorno da Embraer”.
Nas contas da XP, o múltiplo EV/Ebitda justo deveria estar entre 6,0 e 6,5 vezes, considerando suas perspectivas de crescimento, níveis de ROIC (retorno do capital investido) e custo de capital.
“Embora a Embraer pareça mais barata em relação aos pares do setor aeroespacial à primeira vista, acreditamos que isso se deva ao seu perfil diferente de ROIC-WACC /crescimento, o que justifica um nível de desconto atual, em nossa visão”, escrevem os analistas Lucas Laghi, Fernanda Urbano e Guilherme Nippes, que assinam o relatório.
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Essa avaliação resultou no rebaixamento da recomendação das ações da Embraer de compra para neutra, com preço-alvo de R$ 37 — o que representa uma desvalorização de 6% em relação ao fechamento da última terça-feira (21).
As ações EMBR3 fecharam o dia com queda de 2,05%, a R$ 38,69 na B3. Acompanhe a cobertura de mercados em tempo real.
Apesar da visão sobre o valuation da companhia, os analistas da XP preveem um “período de colheita” de fluxo caixa livre nos próximos anos.
Isso deve acontecer à medida que a companhia acelerar a produção e a entrega dos produtos como o E Jet Family e o KC-390.
“Os ciclos de investimento na indústria aeroespacial são longos, e acreditamos que agora é a hora de a Embraer dar frutos de seu período passado de alocação intensiva de capital”, afirmam os analistas.
Com o crescimento marginal baseado em baixa necessidade de capital, eles esperam que que o ROIC melhore de 6,6% a 8,5% esperados para 2024 para 12,3% em 2030, sustentando um perfil consistente de fluxo de caixa livre — que melhorou ao longo da última década após anos de consumo de caixa.
Olhando para frente, a corretora reitera que a aviação comercial deve ser o principal motor para o crescimento, com a defesa como uma opcionalidade de valor plausível se a Embraer adicionar com sucesso (e consistentemente) novos pedidos à sua carteira.
Mesmo com a visão positiva para os próximos anos, alguns riscos não podem ser descartados.
A XP enumera pelo menos quatro fatores que os investidores da Embraer devem monitorar.
São eles:
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