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Mercado decidiu aproveitar a enorme diferença entre as cotações da Sabesp (SBSP3) na bolsa e o preço da oferta de ações
Uma parte do mercado decidiu aproveitar a enorme diferença entre as cotações da Sabesp (SBSP3) na bolsa e o preço que os investidores vão pagar na megaoferta de ações que marcará a privatização da estatal paulista de saneamento.
Essa estratégia se reflete nas taxas para alugar os papéis da Sabesp, que dispararam e atingiram 13,03% nas máximas, de acordo com dados da B3.
Para efeito de comparação, as taxas para operar vendido (short) nas ações da estatal giravam em torno de até 1% antes da oferta de ações.
Existem hoje quase R$ 1,5 bilhão em posições short em aberto em Sabesp, ainda de acordo a B3.
O interesse em operar vendido com as ações da Sabesp tem relação direta com a oferta de ações. O preço por ação sai oficialmente nesta quinta-feira (18), mas deve ficar em R$ 67,00. Trata-se do mesmo valor da proposta que a Equatorial (EQTL3) fez para se tornar acionista de referência da companhia.
A demanda para comprar ações da Sabesp na oferta explodiu diante da diferença entre o preço da oferta e as cotações na bolsa. Afinal, os papéis SBSP3 fecharam ontem a R$ 83,20, o que representa uma diferença de quase 20%.
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Assim, parte dos investidores decidiu aproveitar para alugar as ações e vender as ações na bolsa, com a expectativa de comprar os papéis a um valor menor na oferta.
Mas como a expectativa é de que haja um grande rateio diante da demanda do mercado, um dos riscos dessa operação é o de o investidor acabar com menos papéis do que pediu. Nesse caso, ele precisará comprar papéis na bolsa para cobrir parte da posição vendida.
Ao preço de R$ 67 por ação, a oferta de ações da Sabesp deve movimentar até R$ 14,8 bilhões. O valor considera tanto a venda do lote principal como o suplementar. Os recursos vão para os cofres do governo de São Paulo, que desse modo deixa de controlar a empresa de saneamento.
Após a oferta, a participação do Estado na Sabesp passará de 50,26% para até 18%. Enquanto isso, a Equatorial ficará com 15% do capital da companhia. Já o total de ações em circulação subirá de 49,74% para 67%.
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