O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
Nos últimos meses, o cenário internacional continuou a se deteriorar para a América Latina, o que prejudica o panorama para investir na região, de acordo com os analistas
Após meses de especulação sobre o que poderia aumentar o interesse dos estrangeiros pelo Brasil, o mercado financeiro agora percebe o retorno desses investidores à bolsa brasileira mais como uma fábula contada na Faria Lima do que uma realidade tangível — e, segundo o BTG Pactual, essa tendência não deve mudar no curto prazo.
Na avaliação dos analistas, para além do problema fiscal brasileiro, há um punhado de questões globais que inibem o retorno dos gringos ao Brasil — especialmente após a eleição de Donald Trump nos Estados Unidos.
Dos últimos meses para cá, o cenário internacional continuou a se deteriorar para a América Latina, o que complica a vida dos formuladores de políticas locais e prejudica o panorama para investir na região.
Na visão dos analistas, existem seis principais fatores que podem amplificar o impacto negativo sobre os ativos de risco locais — como é o caso da bolsa brasileira e de fundos de ações e multimercados, por exemplo.
Confira a seguir:
Um dos motivos que podem prejudicar o retorno dos gringos para o Brasil está nos Estados Unidos — mais especificamente, do lado da inflação e das curvas de juros após a volta de Trump à presidência.
Leia Também
Na visão do BTG, a nova gestão do republicano deve gerar implicações negativas para mercados emergentes, a começar pelo dólar mais forte no mundo inteiro, maior inflação e esticamento da curva de juros por lá.
Trump já deixou claro que adotará uma postura agressiva em relação à China, que concederá estímulos maiores às empresas norte-americanas e aumentará tarifas para negócios estrangeiros.
Segundo os analistas, isso eleva as chances de novas tensões econômicas e geopolíticas entre as duas maiores economias do mundo e, por consequência, impactar diretamente o crescimento global.
Outra questão nos Estados Unidos levanta preocupações sobre a volta dos estrangeiros para a bolsa brasileira: a inflação.
Isso porque o mercado teme o potencial inflacionário das políticas do republicano para a economia norte-americana, com medidas fiscais e tarifárias que podem ter efeito direto na alta de preços por lá.
Mesmo nos dados mais recentes, os EUA já demonstraram uma estagnação no processo de desinflação. O índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) de outubro subiu 0,2% no comparativo mensal, a 2,6% ao ano. Em setembro, o indicador havia subido 0,2% na base mensal e 2,4% no comparativo anual.
“O caminho da desinflação parece menos linear, com (alguns) sinais de estagnação, sugerindo um cronograma mais longo para atingir a meta de 2%, em nossa opinião. Potencialmente em 2026?”, disseram os analistas do BTG Pactual.
Ainda de olho na macroeconomia norte-americana, a curva de juros é uma questão crucial para uma eventual retomada dos investimentos estrangeiros no Brasil — e a situação parece ter piorado recentemente.
Em meio à expectativa de inflação maior nos EUA, os yields (rendimentos) dos Treasurys — os títulos de dívida do governo norte-americano — também subiram na terra do Tio Sam.
Nas últimas semanas, o yield dos T-notes de 10 anos chegou a 4,40%. Você confere com detalhes o que são os títulos do Tesouro norte-americano e por que a alta das taxas nos EUA mexe com a bolsa brasileira aqui.
“Como o principal determinante do custo de capital global, esse movimento é um claro obstáculo para os fluxos para mercados emergentes, bem como para os níveis de valuation”, escreveram os analistas.
É por isso que os juros nos EUA também pesam sobre os investimentos na América Latina — especialmente diante da perspectiva de taxas mais elevadas por mais tempo na maior economia do mundo.
Para o BTG, a expectativa para os juros nos EUA ao fim de 2025 é de “apenas” 3,80%, o que indica uma forte revisão em relação às perspectivas anteriores, de uma taxa terminal de 2,80%.
O presidente do BC dos EUA, Jerome Powell, inclusive desanimou o mercado nas últimas semanas ao sinalizar uma postura mais cautelosa sobre a flexibilização do aperto monetário por lá.
Em meados de novembro, Powell afirmou que o forte crescimento econômico dos EUA permite que a autoridade monetária tenha tempo para decidir até que ponto e quão rápido os juros devem cair a partir de agora.
Mas os EUA não são os únicos obstáculos no caminho dos gringos de volta ao Brasil.
Na realidade, um dos pontos fundamentais para a equação que determinará os rumos do apetite dos estrangeiros vem de outro continente — mais especificamente, da China.
De acordo com os analistas, a economia chinesa tem forte influência sobre o destino dos recursos dos gringos — e, nas últimas semanas, o cerco só parece ter apertado para Pequim.
Para além da guerra comercial com os EUA e os potenciais impactos da política protecionista de Trump, a China recentemente também enfrentou outra decepção com a “terapia de choque” de estímulos à economia local.
Nas últimas semanas, Pequim anunciou um pacote de 10 trilhões de yuans (R$ 8 trilhões, no câmbio atual) para um período de 5 anos com intuito de dar suporte à dívida dos governos locais.
Para o BTG Pactual, o anúncio foi uma “decepção”, uma vez que não continha medidas para dar suporte ao consumidor e também não forneceu garantias de que os mercados imobiliários se estabilizarão.
Em meio a perspectivas menos animadoras, os economistas começaram a reduzir as projeções de crescimento da economia chinesa para o ano que vem — já antecipando os efeitos de uma eventual escalada da guerra comercial com os EUA depois das eleições.
Isso nos leva a outra questão: o peso sobre as commodities.
Afinal, o dólar mais forte no mundo inteiro e as perspectivas de crescimento chinês mais fracas começaram a pesar sobre os preços das matérias-primas.
“As principais commodities importantes para a região — como petróleo, minério de ferro, celulose e aço — continuam com excesso de oferta, com baixas expectativas de uma recuperação em 2025”, destacaram os analistas.
O motivo final de preocupação citado pelo BTG Pactual é, na verdade, um apanhado de todos os outros pontos acima mencionados.
A economia mais forte dos EUA, reforçada pela desregulamentação, ganhos de produtividade e cortes de impostos, tende a dar mais suporte aos mercados de ações locais e favorecer os ativos norte-americanos.
Ou seja, nesse ambiente, não haveria motivos para mercados emergentes, como é o caso do Brasil, brilharem aos olhos dos estrangeiros — o que pode manter limitados os fluxos de investimentos gringos para cá, segundo o banco.
Para os analistas, a Serra Verde acaba de inaugurar o que deve ser uma “onda de aquisições” em solo brasileiro
Para o BBA, as preocupações com a alavancagem têm pressionado o desempenho da CSN. No ano, a CMIN3 caiu 7%, enquanto a Vale (VALE3) subiu 20%
Por contarem com ativos de crédito e de tijolo na carteira, os Fundos de Fundos tendem a ter portfólios mais defensivos em momentos de instabilidade, segundo gestora
A fabricante de carros elétricos aumentou o plano de aportes para US$ 25 bilhões neste ano, com foco em robotáxis, robôs humanoides, caminhão elétrico e fábrica de chips de inteligência artificial
A Iguatemi (IGTI11) atualizou, na noite de quarta-feira (22), os dividendos que serão pagos ao longo de 2026
Quer investir como um magnata? O segredo está na diversificação inteligente e no patrimônio integrado; confira as lições da Ghia para preservar capital mesmo em tempos de guerra
O Bank of America elevou o alvo para o Ibovespa em 2026, mas lembra que o rali é carregado por gigantes da bolsa brasileira e pelo fluxo aumentado de estrangeiros fazendo negócios por aqui
Em algumas empresas, os programas híbridos e presenciais devem absorver parte das quedas de matrículas do ensino à distância
O temor de que o grande acordo prometido pelo presidente norte-americano não saia do papel — dando lugar à prontidão militar — fez os investidores apertarem o botão de venda
A notícia de que as conversas entre Washington e Teerã estariam suspensas chegou minutos antes do fechamento, funcionando como um gatilho para ampliar as perdas
Para analistas, fundo imobiliário de CRIs combina perfil defensivo, IPCA e gestão forte para entregar renda consistente em cenário incerto
Apesar do fluxo bilionário para o Ibovespa, uma bolsa na Ásia já disparou mais de 50% no ano e lidera o ranking global entre os emergentes
Com cripto operando 24/7 lá fora, mudança busca aproximar o investidor local do ritmo global do mercado; veja o que muda na prática
Escalada das tensões reacende temor sobre oferta da commodity e pressiona ativos globais na abertura da semana; veja o que mexe com os mercados hoje
A posição do Brasil no contexto geopolítico, de guerra e pressão inflacionária, favorece a entrada de mais investidores globais nos próximos meses
O índice das ações medianas não entrou no apetite dos estrangeiros e, sem os locais, os papéis estão esquecidos na bolsa
Embora o banco veja bons resultados para a companhia, há outras duas ações do setor de saúde que são as preferidas para investir
Conhecido como “discípulo de Warren Buffet”, ele reforça que o modelo da Pershing Square se baseia em investir no longo prazo em poucas empresas de alta qualidade, com forte geração de caixa e vantagens competitivas duráveis
O cessar-fogo no Líbano e a abertura do Estreito de Ormuz pelo Irã derrubaram o petróleo, que já chegou a cair 14% nesta sexta-feira (17), e mexeu com as bolsas aqui e lá fora
Com as aquisições, o XPLG11 passa a ter um patrimônio líquido de aproximadamente R$ 5,4 bilhões, distribuído em 31 empreendimentos