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NOVA CARTA DA VERDE ASSET

Por que o fundo Verde segue zerado em bolsa brasileira? Time de Stuhlberger acredita que as ações locais tem pouco a ganhar com o pacote de estímulos chinês

O fundo teve um desempenho positivo de 1,7% em setembro, contra 0,83% do CDI. Já o acumulado no ano é de 6,39%, abaixo dos 7,99% registrados pelo benchmark

Luis Stuhlberger, gestor do Fundo Verde, falando durante evento do Credit Suisse
Luis Stuhlberger, gestor do Fundo Verde - Imagem: Leo Martins

Após reduzir a exposição à bolsa brasileira ao menor nível desde 2016 em agosto, o fundo Verde optou por seguir "liquidamente zerado" no mercado de ações local. É o que diz a carta da gestora de Luis Stuhlberger divulgada nesta quarta-feira (9).

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O fundo teve um desempenho positivo de 1,7% em setembro, contra 0,83% do CDI. Já o acumulado no ano é de 6,39%, abaixo dos 7,99% registrados pelo benchmark.

De acordo com o time de Stuhlberger, o grande tema global do mês passado foi uma reversão brutal dos mercados acionários chineses.

O movimento foi iniciado após o anúncio de uma série de medidas impulsionar as bolsas e o mercado imobiliário da China, além de um afrouxamento nos juros. O pacote levou o principai índice da bolsa de Shanghai a saltar 17,4% em setembro

"O rally do mercado acionário pode continuar por bastante tempo – afinal o ponto de partida era
historicamente barato e o posicionamento dos investidores bastante leve. O fundo carrega opções de compra na bolsa chinesa há vários meses e recentemente havia aumentado tal posição", diz a carta.

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O efeito marginal da China nas ações brasileiras

Segundo o time de Stuhlberger, o Brasil deveria se beneficiar dessa melhora do sentimento em relação à China e da alta no preço das commodities. E, de fato, o real se valorizou em setembro. Mas a bolsa de ações fechou queda, enquanto a curva de juros futuros subiu refletindo a incerteza fiscal.

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"Nos parece que os benefícios de uma China mais sólida tendem a ser marginais para os ativos brasileiros, em meio a um cenário de dificuldades idiossincráticas, sem grande sinal de melhora", afirma a Verde.

Por isso, o fundo optou por se manter "liquidamente zerado" na bolsa local e com uma exposição global "marginalmente maior". Na renda fixa brasileira, a única posição relevante do verde é em compra de "inflação implícita longa".

"Em moedas zeramos a posição comprada em Dólar contra o Real, mantivemos posição na Rúpia indiana,
financiada por posições vendidas no Euro e no Renminbi chinês", cita a carta.

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Além disso, o fundo também optou por "reduzir um pouco" a posição comprada em petróleo, enquanto manteve os livros de crédito high yield local e global.

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