A culpa é do Lula? Prates revela de onde veio pedido para reter dividendos extraordinários da Petrobras (PETR4)
Ao mesmo tempo, a Petrobras negou em comunicado ao mercado a existência de estudo para criação de novo fundo reserva dos lucros

Seis dias depois da retenção dos dividendos extraordinários da Petrobras (PETR4), o presidente da companhia, Jean Paul Prates, posicionou-se publicamente sobre o assunto.
Na noite de quarta-feira (13), Prates recorreu a sua conta no X (antigo Twitter) para rebater os questionamentos à medida aprovada pelo conselho de administração.
O presidente da estatal reiterou que a direção da empresa apenas adiou o pagamento e depositou o dinheiro em sua reserva de lucro.
Prates também confirmou que o pedido para que os dividendos extraordinários ficassem retidos partiu do Palácio do Planalto.
“É legítimo que o CA se posicione orientado pelo Presidente da República e pelos seus auxiliares diretos, que são os ministros. Foi exatamente isso o que ocorreu em relação à decisão sobre os dividendos extraordinários”, afirmou o CEO da Petrobras.
Prates nega interferência indevida na Petrobras
Na visão do executivo, porém, não houve interferência indevida, uma vez que a Petrobras é uma empresa de capital misto controlada pelo governo.
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Nesse contexto, falar em intervenção é "querer criar dissidências, especulação e desinformação", escreveu Prates.
“É preciso de uma vez por todas compreender que a Petrobrás é uma corporação de capital misto controlada pelo Estado Brasileiro, e que este controle é exercido legitimamente pela maioria do seu Conselho de Administração. Isso não pode ser apontado como intervenção! É o exercício soberano dos representantes do controle da empresa.”
Jean Paul Prates, presidente da Petrobras, em sua conta no Twitter.
Para ele, somente quem não compreende ou não quer compreender essa dinâmica vê nisso intervenção indevida.
Embora a retenção dos dividendos tenha recebido voto favorável dos conselheiros indicados pela União e do representante dos trabalhadores da Petrobras, Prates absteve-se de votar.
A proposta do conselho de administração previa pagar 50% do valor e reter a outra metade, mas foi ignorada.
Aqui você confere a íntegra da manifestação de Prates:
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Petrobras nega existência de estudo para criação de nova reserva
Também na noite de quarta-feira, a Petrobras informou que não há nenhum estudo em andamento para a criação de uma nova reserva.
O posicionamento se dá em meio a rumores de que a empresa estaria estudando a criação de um novo fundo para receber dividendos extraordinários com foco em investimentos.
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*Com informações do Estadão Conteúdo.
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