O que o dado de inflação de julho conta sobre a decisão que o Fed vai tomar em setembro sobre os juros nos EUA
A reação morna dos mercados lá fora e aqui não dizem tudo sobre as próximas decisões de política monetária nos EUA; entenda o que está por trás do dado de inflação desta quarta-feira (14)

O investidor que olhar para a bolsa nesta quarta-feira (14) pode pensar que o índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) dos EUA em julho não conta a história que todo o mercado quer saber: quando o corte de juros pelo Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) virá — e em que ritmo.
O CPI subiu 2,9% no mês passado em termos anuais, abaixo dos 3% em junho e a menor leitura desde 2021, segundo o Bureau of Labor Statistics. Mês a mês, os preços subiram 0,2%, em linha com as projeções.
O núcleo do CPI, que exclui os preços voláteis de alimentos e energia, também avançou 0,2% na comparação mensal, vindo em linha com o consenso do mercado. Na comparação anual, o núcleo do CPI teve incremento anual de 3,2% no mês passado, perdendo força ante os 3,3% de junho.
Após abrirem em alta, as bolsas de Nova York passaram a operar sem direção única em reação ao índice de preços ao consumidor em linha com as expectativas. Por aqui, passada a reação inicial, o Ibovespa e o dólar voltaram a operar como antes do dado de inflação nos EUA.
A história que o CPI de julho conta sobre os juros nos EUA
Como acontece quando dados de inflação e emprego são divulgados nos EUA, os investidores correram para ajustar as posições sobre a queda de juros por lá.
Após o CPI de julho em linha com o esperado, o mercado voltou a precificar um início menos agressivo de afrouxamento monetário pelo Fed.
Leia Também
Kinea alerta para ‘pesadelo’ fiscal no Brasil e revela onde está buscando proteção antes das eleições
Contudo, o mercado continua a se mostrar bastante dividido quanto à magnitude do primeiro corte de juros, previsto para setembro. Nos últimos dias, as apostas têm oscilado na casa dos 50%.
Logo após o CPI, a chance de o BC norte-americano cortar os juros em 25 pontos-base (pb), para o intervalo de 5,00% a 5,25%, em setembro avançou de 51,5% para 58,5%, segundo a ferramenta de monitoramento do CME Group. Já a probabilidade de uma redução de 50 pb caiu de 48,5% a 41,5%.
No entanto, o mercado ainda vê uma redução dos juros acumulada de 100 pb até dezembro como a maior probabilidade, aumentando a precificação de 43,4% a 44,5%.
A chance de uma redução menor, de 75 pb, passou para o segundo lugar, avançando de 20,6% a 26,4% após o CPI.
OS ÚLTIMOS PASSOS DE CAMPOS NETO: SELIC VAI VOLTAR A SUBIR? O QUE ESPERAR AGORA
O que pensam os especialistas agora
Para a Capital Economics, o índice de preços ao consumidor dos EUA sugere que a tendência desinflacionária se estabeleceu em julho e encoraja o corte de juros em setembro. A próximo decisão deve sair no dia 18 do mês que vem.
Segundo a consultoria, o resultado do índice cheio e do núcleo do CPI são favoráveis com um avanço modesto dos preços da inflação medida pelo PCE, métrica preferida do Fed, adicionando evidências para flexibilização monetária.
No entanto, os subíndices do CPI foram frustrantes, na visão da Capital Economics, especialmente o aumento de aluguéis de 0,5% na taxa mensal, que veio acima do esperado.
"O CPI de julho não aponta que as pressões de preços estão colapsando de forma que justifique uma redução maior, de 50 pontos-base", diz.
O CIBC vai na mesma linha. Segundo o banco canadense, o CPI dá mais confiança ao Federal Reserve de que a inflação subjacente “caminha na direção certa”.
Porém, o banco canadense ressalta que o futuro da política monetária nos EUA não depende apenas da inflação, uma vez que "há preocupações razoáveis" sobre sinais de desaceleração no mercado de trabalho.
Nas projeções do CIBC, o Fed cortará os juros em 25 pontos-base por três reuniões consecutivas até o fim do ano.
Para a TD Economics, as tendências de curto prazo da inflação continuaram a cair, com a taxa de variação anualizada de três meses abaixo de 2%. A consultoria espera três cortes da taxa de 0,25 pb até o final do ano.
“Com o mercado de trabalho mostrando sinais claros de arrefecimento e as pressões inflacionárias diminuindo, o Federal Reserve pode começar a reduzir a taxa de juros com confiança em setembro”, diz.
TOUROS E URSOS #285
Nem bolsa, nem dólar: este é o ativo “à prova de balas” para atravessar as eleições 2026, segundo gestor do ASA
30 de agosto de 2026 - 11:03GRINGO COMPRA, BRASILEIRO FOGE
Ibovespa voltou com tudo? Bolsa brasileira atrai R$ 3,2 bilhões na semana e desbanca S&P 500, México e Coreia do Sul
28 de agosto de 2026 - 19:20TOUROS E URSOS #285
Lula ainda não ganhou e eleição segue em 50/50, diz CIO do ASA; veja como investir sem apostar em um candidato
28 de agosto de 2026 - 14:23FII
TRXF11 desiste de compra de imóveis de quase R$ 1 bilhão, incluindo ‘prédio do gramado’ na Faria Lima; cotistas comemoram
27 de agosto de 2026 - 19:40NA CONTRAMÃO?
UBS BB ignora debandada estrangeira na bolsa e vê salto de 17% para B3 (B3SA3); entenda a tese por trás da recomendação
27 de agosto de 2026 - 18:00FUGA DA INDÚSTRIA
TAG Investimentos: o que levou a gestora de R$ 18 bilhões a desistir totalmente dos fundos multimercados?
27 de agosto de 2026 - 17:01PODCAST TOUROS E URSOS
Eleições 2026: com disputa acirrada entre Lula e Flávio, é hora de fugir da bolsa e comprar dólar?
27 de agosto de 2026 - 15:31APÓS CAPTAÇÃO BILIONÁRIA
BTLG11 desembolsa R$ 375 milhões por galpão logístico em São Paulo e vê espaço para elevar aluguel; confira os detalhes da operação
27 de agosto de 2026 - 10:18ENTREVISTA EXCLUSIVA
EXES11 quer crescer: de olho na liquidez, FII faz oferta de cotas inusitada e sem diluição de cotistas
27 de agosto de 2026 - 10:04GANHANDO PESO
VISC11 quer mais caixa e menos alavancagem: entenda por que o FII de shoppings buscou uma ‘gordurinha extra’
27 de agosto de 2026 - 6:03NA FRENTE DE PETR4 E VALE3
Ambev (ABEV3) desbanca gigantes como a ação mais negociada da B3 por um grupo de investidores; descubra qual
25 de agosto de 2026 - 19:41A BOLSA NA LUPA
Fundos estão baratos na bolsa? BTG vê janela de oportunidades após queda e indica em quais investir
25 de agosto de 2026 - 16:01R$ 306 BILHÕES EVAPORARAM
É o fim da sangria? Por que ainda não é hora para otimismo com a bolsa brasileira, segundo especialistas
25 de agosto de 2026 - 13:06RANKING
Moody’s elege as gestoras mais consistentes nos últimos três anos: veja quem entregou resultado sem exagerar no risco
24 de agosto de 2026 - 19:42ELEIÇÕES 2026
Lula x Flávio Bolsonaro: como a disputa presidencial e o nó fiscal vão ditar o rumo dos investimentos
24 de agosto de 2026 - 17:03RECOMENDAÇÃO NEUTRA
UBS BB passa a tesoura no preço-alvo de Santander (SANB11) e desiste da recomendação de olho em OPA; o que aconteceu?
24 de agosto de 2026 - 15:22DESTAQUES DA BOLSA
Casamento à vista? Yduqs (YDUQ3) dispara 12% após confirmar conversas com dona da Afya (AFYA) para combinação de negócios
24 de agosto de 2026 - 11:27EM MEIO A UM "VALE DE DESEMPENHO"
Após o ‘maior erro de sua história’, Squadra coloca Meli (MELI34) e Nubank (ROXO34) entre as maiores apostas e vê oportunidades ignoradas pelo mercado
24 de agosto de 2026 - 11:07CARTEIRA SEMANAL
Quer ganhar do Ibovespa? Terra aposta em WEG (WEGE3), MBRF (MBRF3) e mais 3 ações nesta semana
23 de agosto de 2026 - 15:30SOB PRESSÃO