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Apesar de não projetarem uma guinada do mercado de ações, entrevistados ainda veem Brasil como destaque na economia
A pesquisa mensal de agosto do Bank of America com os principais gestores do mercado a respeito das perspectivas para o Brasil traz dados mornos para o investidor que espera por uma arrancada dos ativos do país, incluindo o Ibovespa.
Em relação à bolsa, não há uma forte expectativa de valorização das ações nacionais até o fim do ano. Apenas 13% dos participantes projetam o Ibovespa acima dos 140 mil pontos, ou seja, registrando uma alta superior a 6%.
Como se não bastasse, 83% entendem que os estímulos chineses não serão suficientes para segurar os preços das commodities nos próximos seis meses.
Além disso, a grande maioria dos gestores entrevistados vê o dólar cotado na faixa de R$ 5,41 a R$ 5,70 ao fim do ano. Como a moeda americana hoje está em R$ 5,45, isso se traduz em um consenso para pouca margem de queda e real possibilidade de alta.
Apesar das projeções ruins para quem está posicionado em ações nacionais e em ativos atrelados ao real, a pesquisa consolidada do BofA registrou um aumento na expectativa de crescimento do PIB, agora entre 2% a 3%, ante a faixa de 1% a 2% no mês passado.
As expectativas apontam para o Brasil liderando o crescimento da economia latinoamericana, à frente do México.
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Para a taxa Selic, o consenso é uma taxa de 10,50% ao fim do ano, ou seja, a manutenção dos juros atuais.
Na linha do pânico dos mercados na semana passada, a avaliação dos gestores foi a de que o maior risco no horizonte do Brasil e de toda a América Latina mudou.
Se antes o que amedrontava os investidores era o aumento da taxa de juros nos Estados Unidos — ou mesmo a manutenção em patamares altos — agora o principal risco é o de uma recessão na principal economia do planeta.
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