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Caso a transação seja consumada, implicaria em um lucro bruto de R$ 67 milhões, ou cerca de R$ 0,53 por cota, para o FII
Em tempos desafiadores para emissões de cotas, uma das alternativas para fundos imobiliários levantarem dinheiro para o caixa e para novas aquisições é a reciclagem da carteira. E melhor ainda quando é possível fazer isso com lucro.
Esse será o caso do Guardian Real Estate (GARE11) se aceitar uma oferta recebida recentemente. Segundo comunicado enviado ao mercado, o FII recebeu uma proposta para vender o imóvel BRF Visa, um galpão logístico localizado na cidade de Vitória, no Pernambuco, por R$ 273,4 milhões.
Caso a transação seja consumada, implicaria em um lucro bruto de R$ 67 milhões, ou cerca de R$ 0,53 por cota, para o fundo. Já a Taxa Interna de Retorno (TIR) ficaria em aproximadamente 27% ao ano, o que equivale a 250% do CDI no período, de acordo com as estimativas.
Além disso, a venda reduziria em cerca de R$ 145 milhões o passivo do GARE11. A diminuição da alavancagem ocorreria por meio da quitação da dívida diretamente atrelada ao BRF Visa.
A gestora do GARE11 vai analisar a proposta. Mas destaca que trabalha para manter "o atual balanceamento do portfólio entre ativos de logística e renda urbana".
Por isso, a equipe também segue analisando alternativas de características parecidas com o imóvel em questão para uma reposição, caso a transação seja concretizada.
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Vale relembrar que o Guardian Real Estate era originalmente o Guardian Logística, um fundo voltado para o segmento homônimo. Mas o ampliou a estratégia (e mudou nome) no início desse ano, passando a incluir também ativos de renda urbana no portfólio.
Atualmente, a carteira do GARE11 é composta por 25 imóveis. Desse total, 20 são lojas locadas para grandes nomes do varejo como o Grupo Pão de Açúcar (GPA) e o Grupo Mateus, enquanto os outros cinco são galpões logísticos.
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