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As ações da estatal seguem brilhando aos olhos do mercado apesar da forte queda do petróleo; Itaú está em ‘luta de braços’ para manter-se como o banco mais valioso da América Latina
Depois de uma estrada sinuosa em maio, os sons das festas juninas e as bandeirolas coloridas começam a enfeitar as ruas. Uma combinação perfeita de clima mais ameno e vinho quente pode ser capaz de espantar o “frio” do Ibovespa e impulsionar a recuperação das perdas do mês anterior.
Agora, a quadrilha da B3 é estrelada por Petrobras (PETR4) — que ganhou até uma noiva, ou melhor, uma nova presidente da companhia. E quem acompanha a dança é o Itaú Unibanco (ITUB4), segundo o levantamento exclusivo do Seu Dinheiro, que reúne a recomendação de 10 analistas de corretoras e casas de análise.
Nesta edição da “Ação do mês”, a petroleira e o banco receberam quatro recomendações cada. Outros papéis citados tiveram apenas uma indicação.

Entendendo a Ação do Mês: todos os meses, o Seu Dinheiro consulta as principais corretoras do país para descobrir quais são suas apostas para o período. Dentro das carteiras recomendadas, normalmente com até 10 ações, os analistas indicam as suas três prediletas. Com o ranking nas mãos, selecionamos os que contaram com pelo menos duas indicações.
Entre as empresas mais valiosas da América Latina, o Itaú Unibanco (ITUB4) entrou em uma disputa acirrada com o Nubank. Mas continua a esquentar as mãos na fogueira de São João.
A lenha é o resultado do primeiro trimestre do banco. O Itaú registrou um lucro líquido de R$ 9,771 bilhões nos primeiros três meses do ano, um crescimento de 15,8% em relação ao mesmo período de 2023.
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O número também ficou levemente acima das estimativas dos analistas, que projetavam um lucro de R$ 9,719 bilhões, de acordo com dados compilados pelo Seu Dinheiro.
O analista-chefe da Planner Investimentos, Mario Mariante, vê uma oportunidade de melhor precificação no curto prazo para as ações ITUB4.
Já para a Empiricus, a performance do banco é o diferencial, sobretudo em termos de crédito e inadimplência.
“A capacidade de antecipar ciclos de crédito, aumentando ou diminuindo o risco da carteira conforme o cenário antevisto, é uma habilidade que a gestão atual provou ter nos últimos anos, quando atravessamos picos de inadimplência no Brasil, e o Itaú manteve seus calotes abaixo dos pares”, afirma a analista Larissa Quaresma.
Vale ressaltar que o índice de inadimplência do Itaú no primeiro trimestre foi de 2,7%. Trata-se de uma queda de 0,1 ponto percentual no trimestre e de 0,2 ponto na comparação anual.
Outro destaque é o pagamento de dividendos. Na teleconferência de resultados, o CEO Milton Maluhy Filho deixou a janela aberta para a distribuição de proventos extraordinários.
"Nossa política será trabalhar com capital adequado. Não tenho meta de dividendo, mas em tendo sobra [de capital] a ideia é distribuir, sim, e fazer um novo dividendo extraordinário", disse.
Nos últimos anos, o Itaú aumentou a proporção do lucro que distribui aos acionistas. O que, para a Empiricus, confere um importante carrego para a posição. Além disso, a ação do banco negocia com prêmio em termos de valuation.
“Contudo, em relação a sua média histórica, ainda enxergamos o momento atual como um ponto de entrada interessante”, afirma Quaresma.
Sem contar que o banco cravou a sua bandeira na orla de Copacabana, com o show da cantora Madonna — que movimentou mais de R$ 400 milhões — como parte da celebração dos cem anos do Itaú.
Apesar da turbulência enfrentada no último mês, com a troca no comando da Petrobras (PETR4) e as incertezas sobre a distribuição dos dividendos extraordinários, as ações preferenciais da estatal seguem brilhando aos olhos dos analistas consultados pelo Seu Dinheiro.
Com um vinho quente na mão, os papéis retornaram ao pódio da “ação do mês” depois de quatro meses. Em fevereiro, PETR4 teve quatro recomendações entre as 11 indicações de analistas de casas de análise e corretoras coletadas na época.
Dessa vez, a expectativa renovada sobre a questão dos proventos é um dos motivos. Na primeira entrevista coletiva após assumir o comando da companhia, Magda Chambriard disse que a distribuição está garantida, a depender do lucro da estatal.
"Respeito a lógica empresarial: dando lucro, vamos fazer", disse Chambriard, que acrescentou que tem certeza que a Petrobras vai lucrar "muito".
"A palavra chave é conversa. Temos que conversar muito e entender as demandas de cada um. E colocar a Petrobras para atender os interesses dos seus acionistas majoritários e minoritários dentro da lógica empresarial", disse a nova presidente da Petrobras.
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