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As ações do banco de investimento com sede em Nova York recuam cerca de 3% lá fora, colocando os ganhos do ano em menos de 1%
Basta aparecer algum problema em um grande banco norte-americano que o fantasma da crise de 2008 reaparece. Nesta sexta-feira (20), o setor voltou a ser assombrado pela notícia de que o Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) está investigando o Goldman Sachs.
As ações do titã de Wall Street recuam cerca de 3% em Nova York, colocando os ganhos do ano em menos de 1%.
E a culpa disso tudo é do Marcus.
Marcus é como o Goldman Sachs batizou sua divisão voltada para os consumidores.
Na semana passada, o banco de investimento com sede em Nova York divulgou a maior queda do lucro trimestral em mais de uma década, mostrando perdas na receita e aumento nas despesas.
Depois do resultado catastrófico, o CEO do Goldman, David Solomon, admitiu que o banco teve um trimestre decepcionante em parte porque assumiu muito risco no negócio de banco de consumo.
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E é aí que o Fed entra. De acordo com o The Wall Street Journal, o regulador está investigando se o Goldman Sachs tinha as salvaguardas certas para proteger os consumidores quando aumentou os empréstimos na divisão.
O Fed está preocupado que o titã de Wall Street não tenha sistemas adequados de monitoramento e controle dentro da Marcus.
A investigação, que surgiu de uma revisão padrão do Fed sobre os negócios do Goldman Sachs em 2021 e se intensificou em uma investigação no ano passado, também está examinando casos de danos ao cliente e se eles foram resolvidos adequadamente, acrescentou o relatório.
"O Federal Reserve é nosso principal regulador bancário federal e não comentamos sobre a precisão ou imprecisão dos assuntos relacionados às discussões com eles", disse um porta-voz do Goldman às agências internacionais.
A investigação aumentaria os problemas para o Goldman Sachs, que está executando um plano estratégico que inclui reorientar o negócio principal de varejo e banco de investimento depois de perder dinheiro na divisão voltada ao consumidor.
Outro problema para o banco é que seu negócio de cartão de crédito também está sendo investigado pelo Consumer Financial Protection Bureau (CFPB) — uma agência do governo dos EUA responsável pela proteção do consumidor no setor financeiro.
*Com informações do The Wall Street Journal, da CNBC e da Reuters
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