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Carolina Gama

Formada em jornalismo pela Cásper Líbero, já trabalhou em redações de economia de jornais como DCI e em agências de tempo real como a CMA. Já passou por rádios populares e ganhou prêmio em Portugal.

ATÉ A CHINA ESTÁ DE OLHO…

Putin nuclear: por que a Rússia vai instalar armas atômicas táticas em Belarus

O próprio presidente russo fez o anúncio da implementação das armas nucleares em Belarus — um movimento que faz parte de um plano anunciado em março e que deve ser concluído em julho

Carolina Gama
9 de junho de 2023
17:45 - atualizado às 17:05
Presidente russo, Vladimir Putin, com a mão na boca simulando envio de um beijo | Rússia, Biden, Guerra
O presidente da Rússia, Vladimir Putin após reunião do BRICS - Imagem: José Cruz/Agência Brasil

Todas as vezes que o presidente russo, Vladimir Putin, sentiu-se encurralado na guerra na Ucrânia, ele lançou mão de uma arma para deixar qualquer um de cabelo em pé: a nuclear. E, dessa vez, não é diferente — embora o passo dado nesta sexta-feira (9) seja mais concreto. 

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Em março, Putin anunciou um acordo para implantar armas nucleares táticas em Belarus. Acontece que o líder russo vem usando a retórica atômica sempre que se vê em desvantagem na guerra na Ucrânia. 

Só que agora a história é para valer. O próprio Putin anunciou hoje que a Rússia começará a implantar tais armas depois que as instalações de armazenamento especial em Belarus estiverem prontas — algo que deve acontecer nos dias 7 e 8 de julho. 

O movimento é significativo não só por se tratar de uma nova ameaça nuclear batendo na porta, mas também por se tratar da primeira movimentação internacional de ogivas por Moscou desde a queda da União Soviética.

Putin justifica a ação com a implantação de armas nucleares táticas pelos EUA em vários países europeus ao longo de muitas décadas.

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EUA… e China de olho em Putin

A implantação das armas nucleares está sendo acompanhada de perto pelos EUA e aliados — o que já era esperado. 

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Mas uma parceira importante — embora informal — de Putin nessa guerra também está olhando com muita atenção para essa movimentação: a China. 

Pequim nunca manifestou publicamente seu apoio à Rússia na guerra na Ucrânia, mas tem sido uma fonte financeira para manter os homens de Putin no front de batalha. 

Só que nem mesmo a China quer ver um conflito nuclear. Repetidamente Pequim advertiu os russos sobre o uso de armas atômicas no conflito. 

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Os EUA criticaram a implantação nuclear de Putin, mas disseram que não têm intenção de alterar sua posição sobre armas nucleares estratégicas e também não viram nenhum sinal de que a Rússia esteja se preparando para usar uma arma nuclear.

Ucrânia reage ao seu modo

Enquanto Putin coloca os planos táticos nucleares em prática, a Ucrânia reage. Kiev lançou ataques blindados contra forças russas entrincheiradas — especialmente no sudeste de Zaporizhzhia e no leste de Donetsk.

Os ataques ucranianos com blindados e unidades treinadas pelo Ocidente marcam o que deve ser a fase inicial de uma ofensiva destinada a expulsar as forças russas de cerca de 20% do território ocupado na Ucrânia. 

De acordo com especialistas, os ataques sugerem que Kiev avança para o sul em direção ao Mar de Azov — uma manobra para cortar uma ligação entre a Rússia e a Crimeia ocupada. 

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*Com informações da CNN  

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