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Para se manter de pé e no topo, a segunda maior economia do mundo aceitou desembolsar mais de US$ 100 bilhões — veja para onde essa fortuna
Quando a chefona do Fundo Monetário Internacional (FMI), Kristalina Georgieva, disse no início do mês que o crescimento da China cairia abaixo da marca de 4% em algum momento nos próximos anos, o mundo tremeu.
E não foi à toa. Na última década, Pequim se tornou o principal motor global, respondendo por 35% do crescimento nominal do Produto Interno Bruto (PIB) mundial, contra 27% dos EUA.
A previsão, embora preocupante, não pegou todo mundo de surpresa. Há algum tempo os críticos argumentam que o colapso econômico da China era iminente.
O crescimento impulsionado pelo investimento em capital físico — especialmente imobiliário, que tem sido financiado por um sistema bancário ineficiente —, os níveis de dívida elevado e aumentando e a força de trabalho diminuindo são algumas das fragilidades apontadas por especialistas que dizem que o dia do acerto de contas da China estaria cada vez mais próximo.
No entanto, no que depender do presidente da China, Xi Jinping, esse acerto de contas não vai chegar.
O principal órgão de planejamento da China disse neste sábado (23) que identificou um segundo lote de projetos de investimento público — que inclui programas de controle de enchentes e ajuda em desastres — no âmbito de um plano de emissão de títulos e aportes anunciado em outubro para impulsionar a economia.
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Com a última parcela, a China destina agora mais de 800 bilhões de yuans (US$ 112 bilhões) do 1 trilhão de yuans (US$ 140 bilhões) em emissões adicionais de títulos governamentais no quarto trimestre, uma vez que se concentra em medidas fiscais para apoiar a economia em declínio.
A Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma (NDRC) disse hoje que identificou 9.600 projetos com investimentos planejados de mais de 560 bilhões de yuans (US$ 78,5 bilhões).
"A construção dos projetos melhorará o sistema de controle de inundações da China, o mecanismo de resposta a emergências e as capacidades de socorro a desastres, e protegerá melhor as vidas e propriedades das pessoas, por isso é muito significativo", afirmou a NDRC.
A economia da China luta para recuperar o equilíbrio depois da pandemia de covid-19, enquanto as autoridades enfrentam uma demanda morna dos consumidores, exportações fracas, queda do investimento estrangeiro e um aprofundamento da crise imobiliária.
Por isso, o governo de Xi Jinping está usando os mais US$ 100 bilhões para reverter uma parte desse agora, mas há um custo para isso.
O 1 trilhão de yuans em emissão adicional de títulos ampliará o índice de déficit fiscal da China em 2023 de 3% para cerca de 3,8%, de acordo com cálculos da agência de notícias estatal Xinhua.
*Com informações da Reuters
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