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As ações do PacWest Bancorp avançaram mais de 80%; os papéis do Western Alliance subiram 40% com ‘ajuda’ do JP Morgan
Dizem que se equilibrar em uma corda bamba é para poucos — ainda mais em meio a ondas de ventos contrários ou em lugares mais altos, em que manter o equilíbrio significa manter a integridade física.
No caso dos bancos regionais dos EUA, a situação não é muito diferente. Em meio a uma nova elevação do juro americano no combate à inflação — que, por outro lado, limita o acesso e a concessão de crédito —, as instituições financeiras de menor porte tiveram um breve alívio nesta sexta-feira (5).
Em busca de recuperação das perdas dos últimos dias, as ações do PacWest Bancorp encerraram o pregão com alta de 81,70%, a US$ 5,76 em Nasdaq.
O movimento de alta acontece após o banco confirmar, na última quinta-feira (4), a avaliação de “opções estratégicas”, como a venda de ativos.
Na esteira do PacWest, o Western Alliance — outro banco que também segue na mira dos investidores com a crise do First Republic Bank —, fechou as negociações do dia com alta de 49,23%, a US$ 27,16.
A elevação da recomendação para compra das ações do Western Alliance e de outros dois bancos regionais pelo JP Morgan, por “parecerem substancialmente mal precificadas”, também contribuem para a recuperação das instituições bancárias.
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Além disso, há a expectativa de que o contágio da crise bancária ocasionada pela retirada dos depósitos tenha sido controlado — pelo menos, para o presidente do Federal Reserve, Jerome Powell.
Contudo, as altas representaram apenas uma pequena diferença nas perdas acumuladas da semana. O PacWest, por exemplo, acumula quedade mais de 68% na semana, e o Western Alliance tem recuo acumulado de 51%.
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A intervenção do Federal Reserve no First Republic Bank, seguido da compra dos ativos pelo JP Morgan, no início da semana reacendeu a cautela sobre os bancos regionais americanos — entre eles, o PacWest e o Western Alliance.
A crise nos bancos regionais americanos veio à tona em março, quando o Silicon Valley Bank (SVB) precisou se desfazer de US$ 21 bilhões em suas participações em empresas — o que não foi suficiente para conter a falência da instituição. A liquidação resultou em perda de US$ 1,8 bilhão.
Ao mesmo tempo, outras instituições — expostas aos papéis do SVB (que caíram mais de 60% no dia após o anúncio da liquidação) e a outros negócios do banco — também começaram a ruir. Uma delas foi justamente o First Republic Bank.
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