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No final do mês passado, Yevgeny Prigozhin foi para Belarus seguindo um pacto firmado com o Kremlin que evitou que o empresário fosse processado por liderar a insurreição dos mercenários
No dia 24 de junho, o mundo acordou com a notícia de que o grupo Wagner havia se rebelado contra o governo russo e que marcharia em direção a Moscou, ameaçando o poder o presidente Vladimir Putin. O que poderia ser um golpe acabou com um acordo que sufocou o motim e enviou Yevgeny Prigozhin, chefe dos mercenários, direto para Belarus para escapar de um processo.
Dez dias depois, Prigozhin volta às manchetes — e também para a Rússia. O presidente de Belarus, Alexander Lukashenko, disse nesta quinta-feira (6) que chefe dos mercenários estava em São Petersburgo.
O presidente de Belarus negociou um acordo que encerrou a insurreição liderada por Prigozhin — lançada em protesto contra o que o empresário chamou de corrupção e incompetência no manejo das forças armadas russas na guerra na Ucrânia.
O acordo teria concedido a Prigozhin o exílio em Belarus e imunidade de processo.
Falando hoje sobre o paradeiro do líder dos mercenários, Lukashenko afirmou que conversou com ele por telefone e que ele, ao sair de Belarus, “estava livre”.
Especialistas internacionais dizem que Prigozhin teria permissão para se movimentar livremente na Rússia e estaria em posse de seus bens.
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O jato executivo ligado ao líder do Wagner foi rastreado saindo de São Petersburgo para Moscou na quarta-feira (5).
De acordo com as informações disponíveis, a aeronave voou em direção ao sul da Rússia hoje, antes de retornar ao norte. Não ficou claro se Prigozhin estava a bordo.
Lukashenko, outro aliado de Putin, não confirmou se Prigozhin realmente esteve em Belarus desde o motim. O paradeiro do empresário segue envolto de mistério.
Na quarta-feira (5), a televisão russa mostrou imagens supostamente filmadas durante batidas policiais no escritório de Prigozhin em São Petersburgo e em um de seus "palácios".
A filmagem mostrou caixas cheias de rublos, maços de dólares em uma luxuosa residência junto com um helicóptero que supostamente pertenceria ao empresário, um esconderijo de armas e uma coleção de perucas.
No local também havia uma sala de tratamento médico totalmente equipada, barras de ouro e uma coleção de "marretas de lembrança" — a ferramenta que Prigozhin chamou de símbolo de vingança para ser usada contra traidores — também foram mostradas.
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*Com informações da CNBC e da CNN
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