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Desde a invasão, o presidente russo colocou seus homens no front, mas ele mesmo se recolheu — parou de viajar de avião, criou estradas secretas e pouco foi visto no Kremlin, mas a insurreição do último final de semana mudou tudo

A insurreição do Grupo Wagner provocou muitos desdobramentos na guerra da Ucrânia: o poder de Vladimir Putin foi colocado em xeque e a vitória de Kiev passou a ser uma realidade mais convincente — mas o que ninguém esperava é que o presidente da Rússia se comportasse como um pop-star.
Desde a invasão, em fevereiro do ano passado, Putin colocou seus homens no front, mas ele mesmo se recolheu. Parou de viajar de avião, criou estradas secretas para residências no interior do país e pouco foi visto no Kremlin — embora as fontes oficiais insistam em dizer que ele segue despachando da sede do governo como sempre fez.
As preocupações com segurança — que já eram grandes — aumentaram ainda mais com a guerra na Ucrânia e o presidente russo só era visto quando e como queria.
Mas isso mudou, com a imprensa internacional descrevendo nesta quinta-feira (29) o que seria o comportamento de um verdadeiro pop-star.
Em uma rara aparição pública, Putin fez uma caminhada em Derbent, que incluiu diversos apertos de mãos nas pessoas ali presentes — tudo devidamente registrado pela televisão estatal russa.
Teve até declaração do chefe do Kremlin, que afirmou que não duvida que recebeu apoio dos russos durante o motim do grupo Wagner. “Não duvidei da reação em todo o país”, disse.
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Os mercenários do grupo não irão mais participar da guerra na Ucrânia. A decisão veio depois que o líder Ievgeni Prigozhin se recusou a assinar um contrato com o Ministério da Defesa da Rússia.
O contrato com o ministério deveria ser assinado por “todos os grupos e unidades que executam tarefas de combate”.
Segundo a TASS, no dia 10 de junho, o Ministério da Defesa da Rússia disse que, para aumentar a eficácia das unidades voluntárias no grupo combinado de forças, o ministro da Defesa da Rússia, Sergey Shoigu, passou uma ordem estabelecendo o procedimento para organizar as atividades de rotina dos grupos de voluntários.
Esse documento estabelecia que os voluntários precisariam assinar contratos até 1º de julho. Além disso, isso garantiria abordagens uniformes para a organização de suprimentos e execução de tarefas.
Por Prigozhin não concordar com o documento, o grupo não participaria da operação militar especial. Em outras palavras: não haverá financiamento ou suprimentos.
O grupo Wagner iniciou, no dia 23 de junho, uma rebelião interna na Rússia, contra o Ministério da Defesa, dando início a um movimento de avanço para Moscou, interrompido após um acordo com Putin, que descreveu as ações do grupo Wagner como traição.
Prigozhin chegou na última terça-feira em Belarus, como parte de um acordo de exílio.
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*Com informações do Estadão Conteúdo e do The Guardian
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