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Segundo ministro de Recursos Minerais, Petróleo e Gás da Angola, a saída da Opep ocorre em defesa dos interesses do país
A Angola decidiu sair da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep). O anúncio foi feito nesta quinta-feira (21), pelo ministério de Recursos Minerais, Petróleo e Gás do país.
A nação africana ingressou no cartel de produtores de petróleo em 2007.
Em comunicado, o chefe da pasta, Diamantino Azevedo, afirmou que as ideias e contribuições angolanas já não "surtiam os efeitos desejados" dentro do cartel.
“Sentimos que Angola atualmente não ganha nada ao permanecer na organização e, em defesa dos seus interesses, decidiu sair”, disse Azevedo, citado num comunicado da presidência.
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A saída expõe as divergências entre os membros da Organização em relação ao nível de oferta.
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O conflito vinha se estendendo nos últimos meses, com a Arábia Saudita pressionando por cortes mais intensos na produção, apesar da resistência da delegação africana.
No mês passado, o gabinete de Azevedo protestou contra a decisão da Opep de reduzir a sua quota de produção para 2024.
A produção atribuída pela Opep era de 1,11 milhão de barris por dia (bpd) até o primeiro trimestre de 2024. A quota é considerada insuficiente em comparação com a produção do grupo.
A diminuição poderia restringir a capacidade do país para aumentar a produção. As exportações de petróleo e gás são a força vital da economia de Angola, representando cerca de 90% do total das exportações.
No fim, a Opep e aliados (Opep+) firmaram cortes de 2,2 milhões de bpd até o primeiro trimestre de 2024.
No final de novembro, durante viagem à Arábia Saudita, o presidente Lula recebeu convite para participar da Opep+, subgrupo da organização com 13 membros que não possuem poder de voto.
Durante a COP28, em Dubai, o governo aceitou o convite para participar da Opep+ a partir de janeiro.
Segundo o presidente Lula, a presença do país seria para influenciar na transição energética. Ele ainda afirmou que não há desejo em tornar o Brasil em membro efetivo da Opep.
*Com informações do Estadão Conteúdo, CNBC e CNN
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