Cinismo ou pragmatismo? Executivos do petróleo defendem os combustíveis fósseis
Os representantes das principais empresas de energia afirmaram que “não estamos no negócio de sorvetes”, em conferência em Abu Dhabi

Mesmo com as altas temperaturas registradas em todo o mundo neste ano e as mudanças climáticas cada vez mais intensas — e perigosas para a saúde humana —, a defesa da geração de energia por combustíveis fósseis segue a todo vapor.
Os executivos que representam as principais empresas de energia do mundo afirmaram que “não estamos no negócio de sorvetes”, logo “não é possível manter todos felizes em meio à transição energética planejada”, durante a conferência de petróleo e gás ADIPEC, realizada em Abu Dhabi.
“Ao mitigar as alterações climáticas, existe também a oportunidade de continuar a produzir petróleo para a nossa segurança energética. Então, estamos tentando trabalhar essa estratégia e acho que vai dar certo”, afirmou Vicki Hollub, CEO da produtora norte-americana de petróleo e gás Occidental Petroleum.
Segundo o executivo, o maior desafio atual é fazer com que “as pessoas confiem novamente na nossa indústria e compreendam o que os dados realmente dizem”, em meio a manifestações em centenas de cidades do mundo — com a exigência de redução gradual da queima de combustíveis fósseis.
Com o registro de lucros recordes no ano passado, as grandes petrolíferas vem sendo acusadas de adiar as suas promessas climáticas nos últimos meses.
Vale ressaltar que nas últimas semanas, o barril do petróleo opera no nível dos US$ 95, após cortes voluntários conjuntos da Arábia Saudita e Rússia na ordem de 1 milhão de barris por dia.
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A constante redução da oferta pela Organização dos Países Produtores de Petróleo e Aliados (Opep+) também vem contribuindo para a alta nas cotações do óleo bruto.
- Leia também: Petróleo aos US$ 100 é “fichinha”: commodity deve superar os três dígitos antes de 2024, diz BofA
Petróleo: oportunidade na escassez?
Além das sucessivas reduções na oferta do petróleo, na tentativa de conter os preços praticados no mercado internacional, os cientistas afirmam que o tempo para evitar a pior crise climática está se esgotando rapidamente.
Mas, para os executivos do setor, a contagem “do fim do mundo” pode até ser uma oportunidade. Para o CEO da Shell, Wal Sawan, este é “o pior dos tempos e é o melhor dos tempos”, em comparação com uma montanha-russa.
“Acho que o pior dos tempos, com o reconhecimento, parece ser um momento em que continuamos a polarizar o debate cada vez mais, em vez de realmente convergir, dado que estamos tentando resolver, sem dúvida, o maior problema do mundo neste momento”, disse Sawan.
“Mas também é o melhor dos tempos, porque penso que, apesar de toda a retórica negativa, se olharmos para o que o mundo fez nos últimos dois ou três anos e o aumento significativo tanto na energia de baixo carbono como na energia convencional, tem sido bom. Não estamos nem perto de onde precisamos estar, mas, ao mesmo tempo, não devemos perder a esperança.”
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Mudanças climáticas
Em setembro, um dos relatórios mais importantes da Organização das Nações Unidas (ONU) confirmou que os objetivos de longo prazo firmados no Acordo de Paris de 2015 dificilmente serão alcançados.
Uma das medidas previstas era garantir o aquecimento global “bem abaixo” dos 2°C acima dos níveis pré-revolução industrial e “prosseguir esforços” para limitar o aumento da temperatura mundial em até 1,5°C.
Contudo, o mundo já aqueceu cerca de 1,1°C, segundo cientistas que contribuíram para o relatório da ONU. Um dos culpados apontados é a queima de combustíveis fósseis — como o petróleo — por mais de um século.
No início de 2023, o secretário-geral da ONU, Antonio Guterres, afirmou que empresas do setor ignoram as mudanças climáticas, apesar de saberem que o modelo de negócios é incompatível com a sobrevivência humana.
*Com informações de CNBC
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