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Neste sábado (7), o Hamas realizou um ataque surpresa contra Israel a partir da Faixa de Gaza, o que fez o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, declarar guerra ao grupo e responder de maneira sangrenta à ofensiva
O Brasil, tradicionalmente, é conhecido por ser um país que não se envolve em guerra e que defende a paz — o governo já se ofereceu diversas vezes para intermediar um cessar-fogo entre Rússia e Ucrânia que possa acabar com o conflito no leste da Europa. Mas, agora, o cenário é outro.
Neste sábado (7), o Hamas realizou um ataque surpresa contra Israel a partir da Faixa de Gaza, o que fez o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, declarar guerra ao grupo e responder de maneira sangrenta à ofensiva.
O resultado das primeiras horas do enfrentamento considerado não só inesperado como histórico não podia ser outro: mais de 5 mil bombas foram lançadas, quase 300 pessoas morreram, mil palestinos feridos e dezenas de israelenses sequestrados.
Mais de 10 mil quilômetros separam o Brasil da Faixa de Gaza, território controlado pelo Hamas de onde partiu a ofensiva surpresa — portanto, a guerra está bem longe do nosso quintal.
Só que o Brasil não está assistindo o conflito de braços cruzados. Como esperado, o governo condenou os ataques realizados contra Israel e várias autoridades brasileiras, entre eles os presidentes da Câmara, Arthur Lira, e do Senado, Rodrigo Pacheco, pediram o fim do enfrentamento e a busca de uma solução que leve à paz.
Acontece que o Brasil é o atual presidente do Conselho de Segurança das Nações Unidas (ONU). E, como líder do órgão, anunciou que convocará uma reunião de emergência sobre a guerra entre Israel e o Hamas. O encontro deve acontecer amanhã (8).
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“Ao reiterar que não há justificativa para o recurso à violência, sobretudo contra civis, o governo brasileiro exorta todas as partes a exercerem máxima contenção a fim de evitar a escalada da situação”, disse o Ministério das Relações Exteriores do Brasil.
No meio da tarde, o Itamaraty informou que um brasileiro foi ferido nos ataques do Hamas a Israel e que dois estão desaparecidos.
O Ministério disse que o Brasil lamenta que em 2023, ano do 30º aniversário dos Acordos de Paz de Oslo, "se observe deterioração grave e crescente da situação securitária entre Israel e Palestina".
“O governo brasileiro reitera seu compromisso com a solução de dois Estados, com Palestina e Israel convivendo em paz e segurança, dentro de fronteiras mutuamente acordadas e internacionalmente reconhecidas”, diz a nota.
O Ministério reafirma, ainda, que “a mera gestão do conflito não constitui alternativa viável para o encaminhamento da questão israelo-palestina, sendo urgente a retomada das negociações de paz”.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva também se manifestou no início da tarde de hoje, sinalizando que está do lado do direito internacional.
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Para entender o que acontece entre Israel e o Hamas, é preciso voltar no tempo. Na história moderna, esse conflito remonta a 1947, quando as Nações Unidas propuseram a criação de dois Estados — um judeu e um árabe — na Palestina, sob mandato britânica.
No ano seguinte, Israel foi reconhecido como país. De lá para cá, vários acordos tentaram estabelecer a paz na região sem sucesso.
O que aconteceu neste sábado (7) foi um ataque surpresa do movimento islâmico armado Hamas em Israel. A data da ofensiva, no entanto, não é aleatória: em 6 de outubro de 1973, países árabes atacaram Israel no que ficou conhecido como a Guerra do Yom Kippur.
A reação imediata do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, foi declarar guerra ao Hamas, com um discurso contundente: "O inimigo pagará um preço sem precedentes por esse ataque".
Do outro, o vice-chefe do Hamas, Saleh al-Arouri, disse à rede Al Jazeera que o Hamas está preparado para o pior. "Todos os cenários agora são possíveis e estamos prontos para uma invasão terrestre [israelense]".
Na prática, o que o mundo está assistindo é a morte de centenas de pessoas, com milhares de feridos em um conflito que não tem data para acabar.
Todos aqueles, inclusive brasileiros, que não apresentaram um pedido de reconhecimento da cidadania italiana até 28 de março de 2025 perderam o direito.
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