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O convite acontece no mesmo dia em que o ministro russo das Relações Exteriores acusou os EUA e a Otan de elevarem o risco de conflito direto com Moscou, alertando para as graves consequências
Quando Yevgeny Prigozhin liderou a insurgência do grupo Wagner contra o governo russo, muita gente pensou que era o fim do empresário e dos mercenários que lutaram ao lado do presidente Vladimir Putin na guerra da Ucrânia. Menos de um mês depois, a história é outra.
Prigozhin não foi morto ou preso — pelo contrário, exilou-se em Belarus, aliada de Moscou, e já se encontrou com Putin depois do motim fracassado. E agora o grupo Wagner foi convidado pelo próprio chefe do Kremlin para voltar a lutar.
Acontece que Putin colocou uma condição para que os mercenários voltassem ao front de batalha do lado russo: a troca de comando.
O chefe do Kremlin propôs que um mercenário conhecido como "Sedoi", que significa "cabelo grisalho" em russo, comandasse o grupo no lugar de Prigozhin.
"Sedoi" é o nome de guerra de Andrei Troshev, um alto comandante do Wagner, de acordo com documentos da União Europeia, da França e da imprensa russa. O governo britânico o descreve em documentos ligados à Síria como o chefe executivo de Wagner.
Troshev nasceu em Leningrado — o nome de São Petersburgo na era soviética — em 5 de abril de 1962, segundo fontes russas. Documentos ocidentais listam sua data de nascimento como 5 de abril de 1953. Não está claro o porquê.
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Após a queda da União Soviética, ele serviu no norte do Cáucaso com o exército russo e depois na SOBR, uma unidade de forças especiais de reação rápida do Ministério do Interior russo. Ele era comandante da unidade.
Ele recebeu a Ordem da Estrela Vermelha duas vezes e a medalha russa mais nobre — a de Herói da Rússia — em 2016 pelo ataque a Palmira, na Síria, contra militantes do Estado Islâmico.
O convite de Putin para o retorno do Wagner sob novo comando acontece no mesmo dia em que o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, acusou os EUA e membros da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) de elevarem o risco de conflito direto com Moscou, alertando para as graves consequências.
“Os EUA e seus satélites da Otan estão criando riscos de um confronto armado direto com a Rússia, e isso está repleto de consequências catastróficas”, disse Lavrov.
No início desta semana, a aliança reiterou seu apoio e novos pacotes de armas para a Ucrânia em sua cúpula em Vilnius, e as nações do G-7 (grupo formado por EUA, Canadá, Alemanha, França, Itália, Japão e Reino Unido) se comprometeram com garantias de segurança para a Ucrânia, atraindo advertências e repreensões de Moscou.
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*Com informações da Reuters e da CNBC
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