Fim do cessar-fogo entre EUA e Irã é definitivo ou parte do processo? Veja o que diz analista da Empiricus
Donald Trump anuncia fim das negociações e possível volta dos ataques, mas cenário no Oriente Médio não oferece um caminho reto até a paz definitiva; entenda

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, deixou investidores em alerta pelo mundo, na manhã desta quarta-feira (8), ao afirmar que o acordo provisório com o Irã chegou ao fim.
O barril de petróleo do tipo Brent, que era negociado abaixo de US$ 75, subiu para perto dos US$ 80 e encerrou o dia a US$ 78. O Ibovespa, principal índice da bolsa nacional, caiu 0,79% aos 170,6 mil pontos.
Matheus Spiess, analista da Empiricus Research, explica que o ponto mais sensível são as tentativas do Irã de ampliar o seu controle sobre a navegação no Estreito de Ormuz. “Isso daria a Teerã maior capacidade de monitorar embarcações, impor condições de passagem e até cobrar taxas, em uma disputa direta com os Estados Unidos pelo controle da rota”, detalha.
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O que acontece agora?
O analista explica que há interpretações diferentes sobre o assunto no momento. De um lado, visões pessimistas enxergam um “excesso de confiança” sobre a possibilidade de paz permanente entre Washigton e Teerã.
Essa ideia é apoiada por confrontos semanais que ocorrem entre os dois países, além de atritos sobre o controle de Ormuz, questões nucleares e ataques ao Líbano.
“Os otimistas, por sua vez, argumentam que nenhum dos lados parece interessado em retomar uma guerra em larga escala”, explica.
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Spiess procura um equilíbrio entre as duas visões.
Para ele, um acordo de paz duradouro é algo que realmente se mostra difícil de atingir. Porém, “a relutância de Trump em reabrir totalmente as hostilidades sugere que esta nova rodada de confrontos tende a permanecer contida, ainda que acompanhada de volatilidade elevada para energia e ativos globais”.
Caminho conturbado para percorrer
Pouco antes de Donald Trump perder a paciência com o acordo de paz, o analista da Empiricus Research já explicava para clientes da casa que o caminho seria turbulento.
Ele lembrou em relatório que, “os, novos ataques e respostas militares voltaram a provocar volatilidade no Estreito de Ormuz, reforçando a leitura de que o processo de acomodação será turbulento, sujeito a escaladas de retórica, episódios de violência e novos choques pontuais”.
Porém, Spiess destacou que, para os mercados, o ponto central de todo esse processo é outro. De acordo com ele, o pior momento do choque energético relacionado ao fechamento de Ormuz já ficou para trás.
Na visão do analista, o mundo não está mais sob ameaça de uma ruptura prolongada da oferta de energia. O que existe agora é um alívio parcial das pressões, “frágil, incompleto, mas suficiente para mudar a temperatura da discussão sobre inflação, juros e ativos de risco”.
O analista também relembra que a ameaça de um petróleo caro é fácil de entender.
- Quando os preços de energia sobem, eles pressionam “combustíveis, frentes, custos industriais, expectativas de inflação e, no limite, forçam bancos centrais a manterem juros mais altos por mais tempo”.
Daí a importância de acompanhar de perto o que está acontecendo no Oriente Médio.
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As explicações de um analista experiente como Matheus Spiess podem até dar a impressão de que é simples entender o mercado para tomar as melhores decisões de investimentos.
Porém, esse tipo de trabalho leva anos de estudos, preparações e análises. É natural que investidores comuns não tenham a mesma disponibilidade de tempo para se aprofundar nos seus estudos. O trabalho, a família e a vida pessoal tendem a ocupar boa parte dos momentos disponíveis.
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