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Fóssil de Tiranossauro rex acaba de ser vendido por um valor recorde de US$ 50,1 milhões a um comprador anônimo; leilão foi promovido pela Sotheby's

Um fóssil de Tiranossauro rex acaba de ser vendido por um valor recorde de US$ 50,1 milhões (cerca de R$ 255 milhões) a um comprador anônimo. O exemplar é considerado um dos maiores e mais completos esqueletos de T-rex do mundo.
A Sotheby’s, casa de leilões mais antiga do mundo, informou que o fóssil de 67 milhões de anos, apelidado de “Gus”, é agora o conjunto de ossos de dinossauro mais caro já leiloado, superando o preço de quase US$ 45 milhões pago por um estegossauro quase completo vendido pela mesma casa de leilões de Nova York em 2024.
O detentor do recorde anterior era um esqueleto de tiranossauro rex apelidado de “Stan”, vendido por quase US$ 32 milhões em 2020.
“Gus não é apenas um achado excepcional, mas um espécime que foi escavado, documentado, preparado e cuidado com verdadeira excelência”, disse Cassandra Hatton, vice-presidente da Sothebys, após a conclusão do leilão. “O mercado responde quando grandes espécimes são cuidados da maneira correta.”
Em pé, com a cauda estendida e a pata direita ligeiramente levantada, “Gus” é um espécime adulto de dinossauro medindo cerca de 3,8 metros de altura e 11,5 metros de comprimento.
Ele está cerca de 61% completo, com o que a Sothebys descreve como um crânio “excepcionalmente preservado”, incluindo uma mandíbula aberta com dentes poderosos, e vários ossos raramente encontrados, incluindo uma fúrcula, ou osso da sorte.
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O fóssil foi descoberto em 2021 em uma fazenda na Dakota do Sul e recebeu esse nome em homenagem ao proprietário do terreno, Gary Licking, que faleceu durante o processo de escavação, restauração e montagem, que durou cerca de cinco anos.
A casa de leilões informou que o vencedor, que participou por telefone e prefere permanecer anônimo, superou a oferta de outros seis possíveis compradores durante a disputa de lances de 10 minutos nesta terça-feira. A peça tinha uma estimativa de valor entre US$ 20 e US$ 30 milhões antes do leilão.
“Tentem uma oferta maior”, incentivou a leiloeira Phyllis Kao aos licitantes em determinado momento do leilão, que foi realizado ao vivo e online. “Afinal, é um T. rex".

A Sociedade de Paleontologia de Vertebrados, um grupo de defesa formado por cientistas, acadêmicos e estudantes, afirmou que fósseis de importância científica, como “Gus”, devem ser exibidos ao público em museus e outras instituições de pesquisa para que possam ser “preservados, documentados e acessíveis às futuras gerações”.
“Nossa esperança é que o novo proprietário reconheça o extraordinário valor científico e educacional de Gus, o T. rex, e que se proponha a mantê-lo à disposição do público, doando-o imediatamente a um museu de história natural credenciado”, disse Kristi Curry Rogers, vice-presidente da sociedade, em comunicado nesta terça-feira. “Esse desfecho garantiria que esse notável espécime continuasse a contribuir para o avanço da ciência, em vez de ficar indisponível para estudo.”
De fato, “Apex”, o estegossauro, que anteriormente detinha o recorde de fóssil de dinossauro, está atualmente em empréstimo de longo prazo ao Museu Americano de História Natural, em Manhattan. “Sue”, o T. rex, o primeiro dinossauro já vendido em leilão em 1997, também pela Sothebys, é a peça central do Museu Field, em Chicago.
E “Stan” está em exibição no Museu de História Natural de Abu Dhabi, em uma pose de combate com outro T. rex fossilizado sobre os restos mortais de um tricerátopo.

O Tiranossauro rex, cujo nome pode ser traduzido aproximadamente como “Rei dos Lagartos Tiranos”, ocupava firmemente o topo da cadeia alimentar quando reinava no final do período Cretáceo.
Com sua mandíbula temível e braços comicamente atarracados, ele se tornou o mais reconhecível e amado dos dinossauros, retratado em tudo, desde programas infantis como “Barney”, o T. rex roxo, até a duradoura franquia cinematográfica Jurassic Park.
Essas grandes feras vagavam pelo que hoje é o oeste da América do Norte, numa época em que a região apresentava “climas quentes, níveis elevados do mar e planícies aluviais costeiras férteis”, o que permitiu que suas principais presas – herbívoros gigantes como o tricerátopo – prosperassem, segundo a Sotheby's.
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