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O Apple Pay Later, que foi lançado nesta terça-feira (28), seria apenas o primeiro serviço financeiro de uma longa lista administrada pela própria empresa
Hoje em dia não é difícil obter um empréstimo sem precisar sair de casa graças ao celular e às opções de bancos digitais disponíveis. Mas e se fosse possível obter crédito sem o intermédio de uma instituição financeira? Complicado? Não para a Apple, que lançou nesta terça-feira (28) um serviço que promete tirar o sono de muita fintech por aí.
O Apple Pay Later, como foi batizado o sistema que só está disponível por enquanto nos EUA, permite que os usuários dividam as compras em quatro pagamentos distribuídos por seis semanas sem juros ou taxas.
Os usuários podem solicitar empréstimos entre US$ 50 e US$ 1.000 (de R$ 260 a R$ 5.170), que podem ser usados para compras on-line e no aplicativo via iPhone e iPad com comerciantes que aceitam o Apple Pay.
Para se ter ideia do potencial do serviço, o Apple Pay é aceito por mais de 85% dos varejistas norte-americanos, de acordo com a empresa.
O Pay Later acompanha o lançamento simultâneo da Apple Financing LLC — enquanto a Apple havia se associado a bancos para o Apple Card e o Apple Cash, desta vez é ela quem está gerenciando quase tudo internamente.
O lançamento de hoje seria apenas o primeiro serviço financeiro de uma longa lista administrada pela própria empresa.
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O auge da pandemia de covid-19, em 2020, mudou de vez a forma como as pessoas se relacionam com o consumo, impulsionando de forma brutal as plataformas de pagamento on-line — o que abriu espaço para a consolidação das fintechs aqui e lá fora.
Enquanto no Brasil o Nubank viu uma oportunidade para abrir capital nessa onda digital fomentada pela pandemia, nos EUA, gigantes de pagamentos digitais, incluindo o PayPal, expandiram-se por meio de aquisições.
Só que a maré virou e o setor se vê mergulhado no aumento das taxas de juros e na inflação sem controle — que, juntas, diminuíram o poder de compra e forçaram os consumidores a apertar os cintos.
A tendência é que esse segmento seja mais concorrido com a Apple entre seus players.
"O Apple Pay Later vai arrasar alguns players porque a Apple é um nome onipresente. O serviço lançado hoje vai abocanhar uma participação de mercado de outras empresas do setor de pagamentos", disse Danni Hewson, chefe de análise financeira da AJ Bell, para a Reuters.
Entre as condições para obter o crédito estão: ser maior de idade, ser cidadão ou residente norte-americano, ter ativado a autenticação de dois fatores para o ID Apple e ter recursos financeiros suficientes.
O score de crédito também é levado em consideração.
Após obter o empréstimo, os consumidores verão automaticamente a opção de pagamento Pay Later ao realizar uma compra com um iPhone ou iPad (para compras online).
O pagamento da parcela é feito a cada duas semanas, sendo de fato uma entrada mais três parcelas.

De acordo com a empresa, o Apple Pay Later é seguro e vai garantir a privacidade do usuário — todas as transações exigem a validação da identidade com o Face ID, Touch ID ou senha.
Além disso, a fabricante de iPhones reforçou o compromisso com a privacidade, pontuando que o histórico de transações e empréstimos dos usuários nunca é compartilhado ou vendido a terceiros para marketing ou publicidade.
"O Apple Pay Later foi projetado com a saúde financeira de nossos usuários em mente, por isso, não tem taxas ou juros, e pode ser usado e gerenciado dentro da Wallet, tornando mais fácil para os consumidores tomarem decisões de empréstimo informadas e responsáveis", disse Jennifer Bailey, vice-presidente de Apple Pay e Apple Wallet.
*Com informações da Reuters, do Blog do Iphone e do TudoCelular.com
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