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REVISANDO O PORTFÓLIO

A joia de Warren Buffett: Berkshire Hathaway ignora balanço enfraquecido da Apple e investe mais US$ 3,2 bilhões na maçã

Com a compra de mais 20,8 milhões de ações da Apple no quarto trimestre, a participação da holding de Buffett na fabricante de iPhones subiu para 5,8%

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Imagem: Getty Images/Montagem - Júlia Shikota

Enquanto a Berkshire Hathaway cortou algumas posições do portfólio de empresas listadas nos Estados Unidos durante o quarto trimestre, o megainvestidor Warren Buffett decidiu aumentar as apostas na Apple (AAPL34), uma de suas “joias da coroa”.

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Apesar de um trimestre complicado para a empresa da maçã no ano passado, o Oráculo de Omaha decidiu investir outros US$ 3,2 bilhões na Apple, com a compra de mais 20,8 milhões de ações AAPL, de acordo com um documento regulatório. 

Com a nova fatia, a participação da holding de Buffett na fabricante de iPhones subiu para 5,8%.

A Apple e a Berkshire Hathaway

Pela primeira vez desde 2019, a Apple registrou queda no lucro. Entre outubro e dezembro de 2022, a empresa viu seu lucro líquido recuar 13% em relação ao mesmo período do ano anterior, para US$ 29,998 bilhões.

Segundo a companhia, os bloqueios na China, que atrapalharam a produção do iPhone 14 Pro e do iPhone 14 Pro Max, a queda da demanda por smartphones e o dólar mais forte foram alguns dos fatores que abocanharam uma fatia da maçã no trimestre passado.

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No ano passado, esses mesmos motivos fizeram Warren Buffett perder bilhões com a participação na Apple até meados de outubro.

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Com problemas globais da cadeia de distribuição e altos preços de insumos para a produção do novo iPhone, além de elevada inflação nos Estados Unidos, a Berkshire Hathaway viu cerca de US$ 36 bilhões do valor de sua fatia na Apple serem varridos pela queda das ações da fabricante do iPhone no último ano. 

Vale destacar que, no acumulado de 2023, os papéis AAPL subiram em torno de 18% na bolsa de valores norte-americana Nasdaq.

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Os investimentos de Warren Buffett 

A Berkshire Hathaway fez uma grande revisão de portfólio ao longo do último trimestre de 2022 — e isso incluiu cortes intensos em participações em bancos e na fabricante taiwanesa de chips TSMC.

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Três meses depois de adquirir US$ 4,2 bilhões em ações da empresa taiwanesa, o conglomerado de Warren Buffett dilacerou sua posição na TSMC (Taiwan Semiconductor Manufacturing Co) em 86,2%, para apenas 8,29 milhões de ADRs (recibos de ações, em português) patrocinadas.

Em janeiro, a empresa asiática projetou uma queda de 5% na receita do primeiro trimestre de 2023 devido à desaceleração global na indústria de chips pela menor demanda por aparelhos eletrônicos. 

A TSMC ainda projeta que as condições de mercado não melhorem até a segunda metade do ano, segundo afirmaram executivos.

Além da empresa de chips, a holding vendeu em torno de US$ 5,5 bilhões em ações, considerando as cotações atuais. 

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Buffett desfez cerca de 91,4% da fatia que detinha no US Bancorp, encerrando o quarto trimestre com apenas 6,7 ​​milhões de papéis da instituição, e encolheu a participação no BNY Mellon em quase 60%, para 25,1 milhões de ações. 

A empresa do Oráculo de Omaha ainda cortou posições na Chevron e na Activision Blizzard, fabricante do game "Call of Duty" adquirida pela Microsoft no início do ano passado.

*Com informações de Reuters

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