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RISCO SACADO

Via (VIIA3) detalha como contabiliza operações que levaram ao rombo na Americanas (AMER3)

Todas essas operações estão registradas no balanço em conformidade com as normas internacionais de contabilidade, de acordo com a Via

Fachada da loja Casas Bahia, rede pertencente à Via (VIIA3)
Casas Bahia é uma das redes de lojas operadas pela Via (VIIA3) - Imagem: Shutterstock

Depois que a Americanas (AMER3) revelou a descoberta de um rombo contábil sem precedentes de R$ 20 bilhões, as principais concorrentes da varejista também entraram na berlinda. O temor do mercado é o de que Via (VIIA3) e Magazine Luiza (MGLU3) também apresentem problemas semelhantes.

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Esse receio derrubou as ações da Via, que fecharam em queda de 5,39% no pregão de ontem da B3.

Por isso a dona das Casas Bahia e Ponto Frio encaminhou um comunicado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) no qual traz detalhes sobre a forma como contabiliza as operações do chamado "risco sacado".

De acordo com a companhia, todas essas operações estão registradas no balanço em conformidade com as normas internacionais de contabilidade.

A Via informa que as operações de risco sacado aparecem em uma linha específica no Balanço Patrimonial denominada "Fornecedores Convênio". A companhia descreve os detalhes na nota explicativa 14a do resultado do terceiro trimestre, incluindo a taxa de juros média incidente.

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“Por fim, esclarecemos que as despesas de juros são registradas no resultado da Companhia como despesa financeira”, acrescenta a Via. Leia a íntegra do comunicado.

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O que é o risco sacado

Restrito ao mercado corporativo e de crédito, o termo "risco sacado" entrou no vocabulário da maior parte dos investidores após a divulgação do rombo contábil nas Americanas.

Nessa operação, os bancos antecipam o valor que o fornecedor tem a receber de uma grande empresa, aplicando uma taxa de desconto.

Assim, essa grande empresa passa a dever ao banco que antecipou o recurso ao fornecedor.

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No caso das Americanas, o problema é que durante anos ela não contabilizou os custos financeiros associados a esses empréstimos.

Isso significa que o lucro e as margens eram bem menores do que as demonstrações mostravam, enquanto a dívida era na verdade muito maior do que parecia.

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