O ano virou, mas 2022 continua: Salesforce avalia demitir 10% do quadro de funcionários
O corte deve atingir pelo menos 7.000 pessoas; a empresa tinha 73.541 colaboradores em dezembro de 2022, de acordo com o último registro anual na SEC (equivalente à CVM brasileira)

As demissões não ficaram no retrovisor de 2022. Os ajustes nos quadro de pessoal devem continuar nas empresas do setor de tecnologia, a exemplo da Salesforce.
A empresa informou nesta quarta-feira (4) que desligará cerca de 10% dos funcionários e fechará alguns escritórios.
O corte deve atingir pelo menos 7.000 pessoas — a empresa tinha 73.541 colaboradores em dezembro de 2022, de acordo com o último registro anual na SEC (equivalente à CVM brasileira).
“Como nossa receita acelerou durante a pandemia, contratamos muitas pessoas, levando a essa crise econômica que estamos enfrentando agora, e assumo a responsabilidade por isso”, disse o co-presidente executivo Marc Benioff em uma carta aos funcionários.
Sendo assim, os funcionários dos EUA receberão um mínimo de quase cinco meses de pagamento, seguro saúde, recursos de carreira e outros benefícios. Funcionários fora dos EUA receberiam um "nível semelhante de suporte".
Ainda segundo o co-CEO, o ajuste é uma maneira de a empresa de tecnologia se adequar a “uma abordagem mais ponderada em decisões de compra” dos clientes.
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Com o corte, a Salesforce espera reduzir os custos operacionais e impulsionar o “crescimento lucrativo”.
Além disso, a empresa estima que sejam cobrados de US$ 1,4 bilhão a US$ 2,1 bilhões em encargos — transição de funcionários, rescisões, benefícios e remuneração variável — relacionados à decisão, dos quais US$ 800 milhões a US$ 1 bilhão devem ser incorridos durante o quarto trimestre do ano fiscal de 2023, que está em andamento.
Por fim, o movimento de reestruturação no quadro de pessoal deve ser concluído até o final de 2024.
Demissões sem fim
Segundo levantamento do site Layoffs.fyi, que agrupa dados de demissões em massa em todo o mundo, cerca de 150 mil pessoas foram desligadas de empresas de tecnologia em 2022.
O número supera os dados de corte de vagas entre março e dezembro de 2020, o auge da pandemia de Covid-19. Em 2021, houve uma leve recuperação dos empregos, com 15 mil demissões — o menor em relação aos últimos três anos (2020-2022).
O movimento de demissões, por ora, tem sido “contornado” pelo congelamento de contratações.
Goldman Sachs também já avisou
Além de empresas de tecnologia, companhias do setor financeiro surfam na onda das demissões.
Alta na taxa de juros, que reduzem o apetite por investimentos de risco, e incertezas sobre a economia global são os principais “fantasmas” que assombram as grandes corporações.
O banco americano Goldman Sachs já anunciou que pode demitir até 4 mil funcionários neste ano. Atualmente, a instituição emprega cerca de 49 mil pessoas em todo o mundo.
*Com informações de Bloomberg, Dow Jones, Financial Times, Reuters e Market Watch
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