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Para os analistas do banco, caso o processo da Americanas (AMER3) aconteça, Mercado Livre (MELI34) seria a mais beneficiada
A cada notícia que sai sobre o rombo de R$ 20 bilhões dentro da Americanas (AMER3), fica claro que a saída da crise será bastante difícil.
Na sexta-feira (13), após o fechamento do mercado, foi divulgado que um juiz do Rio de Janeiro concedeu uma medida de tutela de urgência cautelar a pedido da empresa, etapa que antecede e é preparatória para a recuperação judicial.
Essa decisão blinda a Americanas contra possíveis bloqueios ou penhoras de bens e adia o pagamento das dívidas, que, ainda de acordo com o documento, chegam a R$ 40 bilhões.
Essa possibilidade já era considerada por agentes do mercado, uma vez que não existe solução fácil diante de um problema tão grande. Assim, as equipes de análise já trabalham com essa hipótese em suas previsões para o setor de varejo.
No caso do Morgan Stanley, a previsão é de que, caso a Americanas realmente decida por uma recuperação judicial nas próximas semanas, ela acabe perdendo espaço no mercado, especialmente no comércio eletrônico.
O principal beneficiário neste caso seria o Mercado Livre (MELI34), que deve capturar boa parte da fatia de 15% que a varejista possui neste segmento — os dados consideram o ano de 2022.
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Na sequência, Magazine Luiza (MGLU3) e Via (VIIA3) surgem como outros nomes que podem ter alguma vantagem diante deste cenário.
Vale lembrar que desde o início do escândalo, na semana passada, o Morgan Stanley já havia colocado a recomendação de AMER3 sob revisão. A razão para a mudança considera não apenas o rombo em si, mas também as inúmeras dúvidas que cercam o assunto.
No primeiro pregão desta semana, as ações da Americanas (AMER3) lideram as baixas da bolsa. Às 13h02, a queda era de 40,32%, cotadas a R$ 1,88.

Já as suas concorrentes comprovam as projeções dos analistas: pouco depois, Via (VIIA3) liderava os ganhos do dia, com alta de 13,92% e cotada a R$ 2,70.
Na sequência aparecia Magazine Luiza (MGLU3) com ganhos de 11,95% e cotada a R$ 3,84.
O Mercado Livre também aponta ganhos nesta sessão e subia 6,13% a R$ 48,66.
Caso não exerçam a preferência de compra das novas ações, acionistas devem sofrer diluição relevante na participação acionária no capital social total do BRB.
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