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O banco norte-americano melhorou a recomendação para os ADRs da estatal de neutra para compra, com preço-alvo maior também e potencial de valorização de 30,4%
A Petrobras avança mais de 2% na B3, ajudando o Ibovespa a se manter em território positivo depois que o Morgan Stanley voltou a recomendar a compra do American Depositary Receipt (ADR) da estatal.
O banco norte-americano não melhorou a recomendação à toa: há espaço para que a Petrobras tenha um fluxo de caixa livre de US$ 23 bilhões em 2023, com rendimento de 30%, visto que as mudanças da companhia foram menos agressivas do que o esperado.
Além disso, o banco destaca que preços mais baixos do petróleo e um real mais forte contribuem para a natureza defensiva da ação.
Por volta de 13h30, as ações ordinárias da PETR3 subiam 2,34%, cotadas a R$ 31,96. Já as preferenciais PETR4 avançavam 2,57%, a R$ 28,77. Os ADRs, por sua vez, tinham alta de 2,77%, a US$ 13,01.
Os dividendos da Petrobras estão sob pressão do governo: o presidente Luiz Inácio Lula da Silva classificou recentemente a política de proventos da estatal, afirmando que a empresa não pode “ter um lucro de R$ 200 bilhões e distribuir tudo aos seus acionistas”.
O petista defende, por exemplo,que metade desse dinheiro seja destinado a investimentos em pesquisas de novas fontes de energia e petróleo.
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O Morgan Stanley, no entanto, acredita que os dividendos da Petrobras podem ser uma saída para a estatal.
“Também somos da opinião que manter um fluxo saudável de dividendos é a solução mais fácil para o governo do Brasil se beneficiar da forte geração de caixa da Petrobras em 2023”, diz o banco em relatório.
A recomendação de Petrobras do Morgan Stanley passou de neutra para compra, com preço-alvo do ADR saindo de US$ 12,35 para US$ 16,50 — o que representa um potencial de valorização de 30,4% em relação ao fechamento de terça-feira (6).
O banco, no entanto, tem um múltiplo-alvo de 3x — que representa um desconto de 27% para as principais ações do setor de petróleo, o que é bastante conservador.
“Em nossos cálculos, o dividend yield implícito diminuiria para cerca de 12%, o que acreditamos ainda ser um prêmio razoável em relação aos pares internacionais”, diz o Morgan Stanley em relatório.
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